-Introdução: De todas as visões do
Apocalipse, esta se destaca pela beleza indescritível. Certamente o apóstolo
João procurava palavras para explicar o que viu comparando com algo que já conhecia
para que os leitores pudessem entender. Mesmo assim, tudo que lhe foi mostrado
é muito superior ao que conseguiu demonstrar.
Para melhor entender esta visão
do apóstolo João é preciso ler a visão de Ezequiel dos Querubins diante da
glória de Deus (Ezequiel 1.5-28 e 10.9-17).
A mesma revelação parece acontecer com João, como foi com Ezequiel. Um paralelo
entre estes dois textos ajuda na compreensão da mensagem.
Como é o trono
de Deus?
Vamos refletir em alguns
aspetos presenciados pelo apóstolo João diante do trono de Deus:
1- A Porta no Céu
v.1 “Depois destas coisas, olhei, e
eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi,
como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que
deve acontecer depois destas coisas”.
A primeira coisa vista pelo
apóstolo João foi “uma porta aberta no céu” (v.1). Em seguida ouviu a mesma voz Divina, que já
conhecia, chamando-o para subir até o céu e ver o futuro que Deus mostraria.
O simbolismo da visão do trono
de Deus:
-Porta aberta: representa Jesus que é a porta da salvação (João 10.9) que ainda está aberta a todos que
queiram entrar.
-Voz como de trombeta: a voz de Deus que já falara com João
deste o começo da revelação (Apocalipse 1.10)
é forte como um toque de trombeta.
-A mensagem: um convite a subir e ver o que irá acontecer.
A porta do céu está aberta pra
você!
2- O Trono de Deus
v.2,3 “Imediatamente, eu me achei em
espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado; e esse que
se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e,
ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda”.
Quando foi levado até aporta,
João viu “um trono e no trono alguém
assentado” com semelhança da beleza de pedras preciosas. Na
verdade estava contemplando Deus em seu trono celestial e sua esplendorosa
beleza.
A aparência do trono ao redor:
-Arco-íris: era o reflexo da glória de Deus ao
redor de seu trono, como o que foi visto pelo profeta Ezequiel quando viu o
mesmo trono de Deus e havia ao seu redor “como
o aspecto do arco que aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor
em redor. Esta era a aparência da glória do SENHOR” (Ezequiel 1.28). Este arco representa a Aliança de
Deus com a humanidade (Gênesis 9.13,16)
que reflete seu amor diante de sua presença.
-Relâmpagos, vozes e trovões: representam a ira de Deus e seu poder,
com brilho, calor, energia e rapidez em executar seu juízo, por isso “do trono saem relâmpagos, vozes e trovões” (Apocalipse 4.5). As vozes são as sentenças do
julgamento final assim como o Senhor se manifestava diante de seu povo no monte
Sinai (Êxodo 19.16-19).
-Mar de vidro: um local especial e grandioso onde estarão as almas dos
vencedores (Apocalipse 15.2). O profeta
Ezequiel também viu “algo semelhante ao
firmamento, como cristal brilhante” (Ezequiel 1.22). Sendo assim, o mar representa os povos de toda
a terra, pois todos os continentes são banhados pelo oceano (Apocalipse 17.15). O vidro ou cristal indica a
transparência quando todas as coisas serão esclarecidas diante de todas as
pessoas.
Diante do trono de Deus é um
lugar de sua Aliança de amor [arco-íris], mas também de sua justiça [relâmpagos],
para de todas as pessoas [mar de vidro]. Também estão ali os vinte e
quatro tronos (v.4), as sete tochas (v.5) e os quatro seres viventes (v.6-8) que serão descritos a seguir.
Renda-se
diante do Trono de Deus!
3- Os Vinte e quatro anciãos
v.4 “Ao redor do trono, há também
vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de
branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro”.
Muito se discute sobre a
identidade dos vinte e quatro anciãos. Mas é certo que não são seres celestiais
e sim homens, porque sempre estão descritos de maneira diferenciada dos anjos e
dos querubins (Apocalipse 5.5,8 e 11). O
termo ancião se refere a homens sábios que representavam o povo (Atos 5.2 e 20.17).
Quem são os vinte e quatro
anciãos?
-Tronos: estão assentados porque já terminaram sua obra e receberam a
recompensa prometida por Jesus de que “ao
vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci
e me sentei com meu Pai no seu trono” (Apocalipse 3.21). Os vinte e quatro tronos são
símbolos do poder destes homens que receberam liderança no meio do povo de
Deus.
-Vestes brancas: também como recompensa do “vencedor será assim vestido de vestiduras brancas” (Apocalipse 3.5). Simbolizam a santidade (Eclesiastes 9.8), pois “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do
cordeiro” (Apocalipse 7.14).
Estes homens viverem em consagração a Deus durante sua vida e estavam prontos
para servir ao Senhor eternamente.
-Coroas: outra
recompensa prometida por Jesus a quem for “fiel
até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2.10). Estas coroas representam o
governo humano. Eles se prostram diante do poder de Deus rendendo-se diante da
Majestade Divina e entregam suas coroas ao Senhor (Apocalipse
4.10).
Podemos entender que os vinte e
quatro anciãos simbolizam o sacerdócio que era escalado em número de 24 turnos
(I Crônicas 24.1-19). Também se tem
entendido que este número é representativo quanto à humanidade em duas
alianças, com os doze patriarcas da antiga aliança e os doze apóstolos da nova
aliança. O que não pode ser esquecido é sua missão de servir a Deus eternamente
e sua atitude de adoração.
Seja
um verdadeiro adorador!
4- Os sete Espíritos de Deus
v.5 “...diante do trono, ardem sete
tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus”.
A expressão “sete espíritos de Deus” aparece quatro
vezes na Bíblia (Apocalipse 1.4; 3.1; 4.5; 5.6).
Provavelmente é uma referência ao texto profético de Isaías 11.2 que fala de sete aspectos do
Messias “repousará sobre ele o Espírito do S9ko9ENHOR,
o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de
fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR”. Esta
lista passou a ter sentido de que são estas as características do Espírito
Santo que estava sobre o Messias e também no trono de Deus.
O que são os sete espíritos e
as sete tochas?
-Sete tochas de fogo: são representações do Espírito Santo
como fogo (Hebreus 12.29) e a
manifestação da presença de Deus em forma de fogo (Êxodo
3.2 e 13.21,22). Também lembram o candelabro que tinha sete pontas e
ficava aceso para iluminar o tabernáculo (Êxodo
27.20).
O número sete significa
perfeição de Deus e quando se refere aos Sete Espíritos de Deus tem o sentido
de que o Espírito Santo é perfeito.
Deixe
o Espírito Santo incendiar sua vida!
5- Os quatro seres viventes
v.6-8 “...no meio do trono e à volta
do trono, quatro seres viventes... não têm descanso, nem de dia nem de noite,
proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que
era, que é e que há de vir”
Estes são os mesmos seres
celestiais que profeta Ezequiel também viu e descreveu (Ezequiel 1.5-13) com a mesma aparência,
pois “cada um dos seres viventes tinha quatro
rostos” (Ezequiel 10.14), “a forma de seus rostos era como o de homem; à direita, os
quatro tinham rosto de leão; à esquerda, rosto de boi; e também rosto de águia,
todos os quatro” (Ezequiel 1.10) e
são chamados de “querubins” (Ezequiel 10.20). Sua função está clara aqui,
mostrando que tinham a tarefa de ministrar louvor diante do trono de Deus.
Sempre são os primeiros a proclamar a adoração.
A aparência dos quatro seres
viventes tem o seguinte simbolismo:
-Leão: “o primeiro ser vivente é semelhante a leão” (v.7): representa a realeza e poder, por ser um
temível predador.
-Boi: “o segundo, semelhante a novilho” (v.7): animal forte, mas pacificador, por isso
chamado de novilho.
-Homem: “o terceiro tem o rosto como de homem” (v.7): simboliza o conhecimento ou inteligência.
-Águia: “o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando” (v.7): aponta para rapidez e visão.
-Olhos: “cheios de olhos por diante e por detrás” (v.6)
e “estão cheios de olhos, ao redor e por
dentro” (v.8): Do mesmo
modo Ezequiel também diz que “todo o corpo dos
querubins, suas costas, as mãos, as asas e também as rodas que os quatro tinham
estavam cheias de olhos ao redor” (Ezequiel
10.12). Estes olhos mostram que podem ver muito além do que é
normal. Têm uma visão espiritual muito forte.
-Asas: “os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente,
seis asas” (v.8). Estas asas serviam para voar, para cobrir o
seu corpo (Ezequiel 1.11,23). Também
tinham olhos nas asas (Ezequiel 10.12).
Estas asas mostram que eram anjos que se movem com muita rapidez.
Os querubins são responsáveis
pela adoração no céu. Estão sempre na presença de Deus que “está entronizado acima dos querubins” (Salmos 99.1) por isso foram colocados
simbolicamente sobre a Arca da Aliança (Êxodo
37.7-9) e tinham sua imagem representada nas paredes e no véu do
santuário (Êxodo 26.31). São defensores
da santidade de Deus (Gênesis 3.24).
Estes seres viventes nos ensinam que precisamos viver para adorar a Deus em
todo tempo e incansavelmente.
Seja
um adorador na presença de Deus!
Renda-se diante
do trono de Deus!
CONCLUSÃO
v.9-11 “Quando esses seres viventes
derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no trono, ao
que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos
prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que
vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono,
proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o
poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram
a existir e foram criadas.”
Adoração: esta é a mensagem
central de Apocalipse 4. A visão do
trono de Deus é concluída como um grande culto de adoração, quando os quatro
seres viventes e os vinte e quatro anciãos louvam ao Senhor Deus. O primeiro
cântico ministra quem Deus é (v.8) e o
segundo cântico as suas obras (v.11).
Se quisermos um dia, comparecer
diante do trono de Deus, precisamos viver em adoração ao Senhor. A cada dia
devemos entoar um cântico novo ao Senhor e também viver para a sua glória.
Bíblia sagrada, nossa regra de fé e prática.
ResponderExcluirGOSTEI MUITO DESSE ESTUDO TAMBÉM! IVAN-JOICE E AGNES!
ExcluirA ORIGEM DO DIA DA BÍBLIA
ExcluirO Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-
Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu
no livro de orações do Rei Eduardo VI um
dia especial para que a população
intercedesse em favor da leitura do Livro
Sagrado. A data escolhida foi o segundo
domingo do Advento - celebrado nos
quatro domingos que antecedem o Natal.
Foi assim que o segundo domingo de
dezembro tornou-se o Dia da Bíblia. No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a
chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos que aqui vieram
semear a Palavra de Deus.
Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que
impedia que se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o
movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando.
Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia,
que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em
dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em
São Paulo, no Monumento do Ipiranga.
Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em
alguns, a data é celebrada no segundo Domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor
Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo
domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.
ATRIBUTOS DE DEUS - PR. Cícero Lopes
ExcluirA substância de Deus é Espírito e seus atributos são as qualidades ou propriedades dessa substância. Atributos é a manifestação do ser divino.
Classificação dos atributos:
Naturais e morais
Também chamados de “intransitivo e transitivo”, “incomunicáveis e comunicáveis”, “absolutos e relativos”, “negativos e positivos” ou “imanentes e emanentes”.
Vamos estudar os atributos naturais de Deus:
1. VIDA: Deus tem vida; Ele ouve, vê, sente e age, portanto é um ser vivo (Jo 10:10; Sl 94:10; ll Cr 16:9; At 14:15; l Ts 1:9). Quando a bíblia fala do olho, do ouvido, da mão de Deus, etc., fala em uma figura de linguagem chamada de antropomorfismo. Deus é vida (Jo 5:26; 14:26) e o princípio de vida (At 17:28).
2. ESPIRITUALIDADE: Deus, sendo Espírito, é incorpóreo, invisível, sem substância material, sem partes ou paixões físicas e, portanto, é livre de todas as limitações temporais (Jo 4:24; Dt 4:15-19,23; Hb 12:9; Is 40:25; Lc 24:39; Cl 1:15; l Tm 1:17; II Co 3:17).
3. PERSONALIDADE: existência dotada de auto-consciência e auto-determinação (Ex 3:14; Is 46:11). (a) volição ou vontade = querer ((ls 46:10; Ap 4:11). (b) Razão ou intelecto = pensar (ls 14:24; Sl 95:2 ls 55:8). (c) Emoção ou sensibilidade = sentir (Gn 6:6; l Rs11:9; Dt 6:15; Pv 6:16; Tg 4:5).
4. Ainda temos: a auto-existência, infinidade ou perfeição, eternidade, imensidão, onipresença, imutabilidade, sabedoria, onipotência, soberania ou supremacia, liberdade, vontade secreta, presciência, etc.
5. ONISCIÊNCIA: Atributo pelo qual Deus, de maneira inteiramente única, conhece a si próprio e a todas as coisas possíveis e reais num só ato eterno e simples. O conhecimento de Deus tem suas características:
a) É ARQUÈTIPO: modelo de seres criados; padrão, exemplar. Deus conhece o universo como ele existe em sua própria idéia anterior à sua existência como realidade finita no tempo e no espaço; e este conhecimento não é obtido de fora, como o nosso (Rm 11:33-3).
b) È INATO E IMEDIATO: não resulta de observação ou de raciocínio (Jó 37:16-18)
c) È SIMULTÂNEO: não é sucessivo, pois Deus conhece as coisas de uma vez em sua totalidade, e não fragmentada uma após outra (ls 40:28).
d) È COMPLETO: Deus não conhece apenas parcialmente, mas plenamente consciente ( Sl 147:5).
e) CONHECIMENTO NECESSÀRIO: conhecimento que Deus tem de si mesmo e de todas as coisas possíveis, um conhecimento que repousa na consciência de Deus de sua onipotência. È chamado necessário porque não é determinado por uma ação da sua vontade divina. EX: o conhecimento do mal é um conhecimento necessário porque não é da vontade de Deus que o mal lhe seja conhecido (Habacuque 1:13) Deus não pode nem quer ver o mal, mas o conhece, não por experiência, que envolve uma ação de sua vontade, mas sim por simples inteligência, por ser ato do intelecto divino (observa ll Co 5:21 onde o termo grego ginosko é usado).
f) CONHECIMENTO LIVRE: É aquele que Deus tem de todas as coisas reais, isto é, das coisas que existiram no passado, que existem no presente e existirão no futuro. É também chamado visionis, isto é, conhecimento de vista. (Sl 139:7). “A OFTAMOLOGIA” diz que o ser humano pode enxergar até 300 m com perfeição, A “ORNITOLOGIA” parte ciência que estuda as aves diz que uma águia pode ver a sua presa a 3.0000m de distância, mas nem uma delas pode medir até onde Deus enxerga.
ESTUDOS: OS PERIGOS DA QUEDA FAMILIAR. (Gn 3:1-13)
ResponderExcluirAdão e Eva, o primeiro casal, ou família, a partir dessa história podemos entender os perigos da queda que rodeiam as famílias, tem sido assustador os casos de famílias que se desmontam em nossos dias, pais, filhos, esposos e esposas estão desistindo de caminharem juntos, esses problemas, não são diferentes daqueles que causaram a tragédia do primeiro casal, o ser humano não mudou em sua essência, mudou a roupagem, mas a essência das crises é a mesma. observe: o primeiro casal vivia no Éden, Havia uma árvore com uma fruta bonita e atraente, nesse pequeno comentário quero chamar de a fruta do Éden, aquela fruta dava o direito ao casal, de escolher, Eles iriam obedecer a Deus e ficar longe da fruta ou iriam desobedecer e comeriam a fruta. escolheram por comer, então o resultado não poderia ser outro, caíram da graça de Deus.
1. em todo lar existe "a fruta do Éden" somos seres livres para escolha, isso vai nos ensinar algumas coisas; como família, estamos sempre tendo que tomar decisões, Adão e Eva tomaram a decisão deles (v6), esposos e esposas; filhos e pais, somos todos constantemente confrontados com a necessidade de decidirmos e fazermos escolhas. qualquer que seja o meu "papel" no lar, pai, mãe ou filho, estarei sempre tendo que decidir como agir, como fazer coisas que serão bênçãos para a minha família.
EXEMPLO: se sou filho, tenho que saber quais decisões e escolhas deverei fazer nas diversas situações que a vida me apresenta, como horar meus pais e ser amigo de meus irmãos, etc...
a mesma coisa se eu tiver na condição de pai ou mãe, terei que tomar decisões e fazer escolhas que abençoem minha família.
Adão e Eva tomaram decisões e fizeram escolhas erradas e isso foi a queda da família, decidiram desobedecer a Deus, o que lhes foi fatal, devemos procurar qual é a vontade de Deus, (Rm 12: 1 e 2). LOGO ESTAREI DANDO CONTINUIDADE A ESTE HUMILDE ASSUNTO, OBRIGADO. pastor, Cícero Lopes. Ass. de Deus Codó MA.
Este comentário foi removido pelo autor.
Excluirmuito bom esse estudo, que Deus lhe ilumine cada dia mais!
ResponderExcluirCINCO PASSOS PARA A QUEDA: BASEADO EM Gn 3:1-6.
ResponderExcluir1º deixou de ouvir a voz de Deus para dá ouvido a voz da serpente, 3:1,2,4,5.
2º olhou: vendo a mulher que a árvore era boa, todas no versículo 6.
3º desejou: desejável para dar entendimento, v 6.
4º tomou: tomou-lhe do fruto, 6.
5º comeu: e comeu, 6.
6º e deu ao seu marido e ambos morreram, 6.
tenhamos cuidado de não proceder como nossos pais, Adão e Eva, que desobedeceram a voz de Deus, foram expulsos do jardim, ou seja; ficaram destituídos da presença, da glória de Deus por causa do pecado. pois diz a Bíblia: PORQUE O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE, MAS O DOM GRATUITO DE DEUS É A VIDA ETERNA EM CRISTO JESUS, NOSSO SENHOR, Rm 6:23.
AS CINCO COLUNAS DA VERDADE, JO 5:32.
ResponderExcluir1ª COLUNA DA VERDADE: O SENHOR DEUS, É A VERDADE, Jr 10:10.
2ª COLUNA DA VERDADE: O SENHOR JESUS, É A VERDADE, Jo 14:6.
3ª COLUNA DA VERDADE:O ESPÍRITO SANTO, É A VERDADE, IJo 5:6.
4ª COLUNA DA VERDADE: A PALAVRA DE DEUS, É A VERDADE, Jo 17:17.
5ª COLUNA DA VERDADE: OS MANDAMENTOS DE DEUS SÃO VERDADES, Sl 119:142,151;Mt 22:36-40.
quando o cristão está firmado nestas verdades, ainda que o inimigo tente não vai conseguir derrubar-nos. leia atentamente os versículos medite e aplique em sua vida e serás um grande vencedor ou vencedora. Rm 8:31-39.
CRISTO É MINHA VIDA. Fl 1.2O,21.
ResponderExcluirINTRODUÇÃO: Cristo só se torna a nossa vida na conversão, ou seja; se aceitarmos como nosso salvador e senhor de nossas vidas, Tt 3:3-7.
1º Cristo é a origem da minha vida: Gn 1:27; 2:7.
2º Cristo é o conteúdo de nossa vida: Gl 2:20.
Cristo é o objeto de nossa vida: Fl 3:8.
3º Cristo é o exemplo de nossa vida: Fp 2:5-7.
4º Cristo é o alvo de nossa vida: Cl 3:4.
5º Cristo é a esperança de nossa vida: Cl 1:27.
CRISTO É MINHA VIDA. Fl 1.2O,21.
ResponderExcluirINTRODUÇÃO: Cristo só se torna a nossa vida na conversão, ou seja; se aceitarmos como nosso salvador e senhor de nossas vidas, Tt 3:3-7.
1º Cristo é a origem da minha vida: Gn 1:27; 2:7.
2º Cristo é o conteúdo de nossa vida: Gl 2:20.
Cristo é o objeto de nossa vida: Fl 3:8.
3º Cristo é o exemplo de nossa vida: Fp 2:5-7.
4º Cristo é o alvo de nossa vida: Cl 3:4.
5º Cristo é a esperança de nossa vida: Cl 1:27.
ESTE PRÓXIMO ESTUDO ESTÁ DIVIDIDO EM PARTES, PORÉM È UM SÓ ASSUNTO, ESTUDE E DESFRUTE DESTE HUMILDE TRABALHO.
ExcluirCONSERVANDO OS VALORES E A ÉTICA CRISTÃ NO SÉCULO XXI.
ResponderExcluir(Dn 1.8; gên. 37.)
Pr: Cícero Lopes
Introdução:
O primeiro capitulo do livro de Daniel serve como excelente introdução a todo o livro. Enquanto a maior parte do povo vacilava, ou mesmo apostatava abertamente, Daniel queria salientar para seus patrícios,e para nós, o galardão para os que servem amorosamente a Deus, apesar do ambiente hostil. A vida de Daniel em Babilônia é, para o peregrino em viagem aos céus, como uma fonte de água fresca no ermo enfadonho.
Estamos no tempo do fim; presenciamos as maiores guerras e as mais espetaculares mudanças políticas na geografia mundial de todos os séculos; vivemos em tempos muito parecidos aos de Daniel. É essencial assentarmos emnossos corações agora a não nos contaminarmos com coisas que possam interromper a nossa comunhão com Deus, se é que esperamos triunfar durante toda a nossa vida como Daniel.
Daniel (Daniyye´l= Deus é meu juiz)filho de Davi e Abigail
(1Cr 3.1) também chamado Quileabe (2Sm 3.3).Sacerdote da família de Itamar que voltou com Esdras do cativeiro (Ed 8.2). Daniel selou o acordo nos dias de Neemias (Ne 10.6). Sábio (Ez 28.3); íntegro, citado ao lado de Noé e Jó (Ez 14.14-20).
Daniel foi um dos quatros profetas maiores, embora não seja mencionado como profeta no antigo testamento. A sua vida e profecias estão registradas no seu livro. Descendente de uma família nobre de Judá (Dn 1.3).
1. Daniel é levado para o cativeiro(Dn 1.1-6).
Daniel era um entre os dez mil primeiros cativos que Nabucodonosor levou para a Babilônia em 605 a.C. pertencia à nobreza, era de descendência real, (1.3), diz Josefo que ele e seus três amigos eram parentes de Zedequias. Isto lhes facilitaria o acesso ao palácio de Babilônia. Jovensde boa aparência, talentosos, estavam sob o cuidado especial de Deus, e por ele foram preparados para dar testemunho do seu nome na corte pagã que naquela época governava o mundo.
Babilônia, serviu de cenário ao ministério de Daniel, era a cidade maravilhosa do mundo antigo. Situada no berço da raça humana, próxima da região do jardim do éden, edificada à volta da torre de babel, (Gen. 11.4).
2. As dimensões de Babilônia
ResponderExcluirDizem historiadores antigos que seu muro media 96 km de extensão, 24 km de cada lado da cidade, por 90 m de altura e 25 m de espessura, medindo seus alicerces 12 m deprofundidade, para que os inimigos não cavassem túneis por baixo deles; construído de tijolos de 30 cm quadrados, 8 a 10 cm de espessura; havia 400 m de espaço livre entre a cidade e o muro, por todo o seu circuito; o muro era protegido por valas (canais) largas e profundas, cheias de águas; havia 250 torres no muro, salas de guarda para soldados; 100 portões de cobre. O Eufrates dividia a cidade em duas partes quase iguais, ambas as margens protegidas por muros de alvenaria em toda a sua extensão, com 25 portas ligando ruas a barcos de passageiros; uma ponte sobre pilastras de pedra, de 800 m de comprimento, 10 m de largura, com passagens levadiças que a noite eraremovida. Sob o rio passava um túnel de 5 m de largura, 4 m de altura. Escavações de anos recentes têm confirmado, em grande medida,Jardins suspensos eram uma das sete maravilhas do mundo antigo, construído por Nabucodonosor para a sua rainha meda. Segundo As descrições aparentemente fabulosas desses historiadores antigos.
3. Alguns predicados de Daniel
ResponderExcluira. Determinação: (1.8)
E Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto, pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar.Oambiente moral de Babilônia era totalmente pagão. Bem sabemos que o ensino que transmitiam a Daniel e aos seus amigos, em Babilônia, geralmente contradizia os retos ensinos da lei de Deus. O mesmo alimento e vinho servido ao rei eram servidos a eles, tudo eram antes dedicados a ídolos. Comer tal alimento era para eles, desobediência à lei de Deus; beber tal vinho significava entorpecer suas mentes(Ef 5.18);e não vos embriagues com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito,para Daniel e seus amigos ingressarem no serviço do rei, precisava ter a cidadania Babilônica, que lhe foi concedida com seus nomes babilônicos.Qual é o seu nome lá fora? Alguém diz assim, Ei! Esse aí é o cara, pegador,é o galã, fica com todas as meninas, em um culto ele fica com uma, em outro culto ele fica com outra menina.E o senhor onde estar? Ao jovem príncipe Daniel, que significa, “Deus é meu juiz” deram o nome de beltessazar que significa, “bel, deus principal da babilônia” (proteja sua vida); Ananias, que significa “o senhor é gracioso” chamaram sadraque, que significa servo de àku, o deus lua; a Misael, que significa, “quem é igual a Deus”chamaram mesaque, que significa a sombra do príncipe, ou quem é este? a Azarias, que significa “o SENHOR ajuda” chamaram Abede-nego, que significa servo de nego o deus da sabedoria ou a estrela da manhã. Agora, como cidadãos de babilônia, passaram a desempenhar funções oficiais. Apesar de receberem nomes pagãos, esses judeus resolveram permanecerem fiéis ao único Deus verdadeiro.
b. Tinha graça e dignidade dada por Deus: (1.9-14).
Daniel não discutiu; comAspenaz, chefe dos eunucos pelo contrário, foi ter com o “despenseiro”que servia a comida, e lhe propôs uma dieta de dez dias. Daniel e seus amigos foram colocados num programa intensivo de treinamento na corte de Nabucodonosor. Seusnomes e hábitos alimentares são mudados para que percam a sua identidade judaica,infelizmente, alguns já não provam mais da presença de Deus, perderam o desejo de orar, de ler a Bíblia sagrada, de se consagrar, as trocas de mensagens tomaram o tempo que era de Deus, não evangelizam mais, só se for com fulana, já perderam sua identidade de cristão.Mas Daniel decide manter-se fiel ao Senhor e é recompensado.
c. Tinha conhecimento e inteligência em todas as letras e sabedoria concedida por Deus: (1. 17):
ResponderExcluirOra, a esses quatros jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda visão e sonhos.Através da dedicação deles a Deus, O Senhor empenhou-se em assisti-los. Se o jovem se esforça para ser fiel a Deus em tudo, pode ficar certo de que Deus será com ele, (Tg 1.5), e, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.
d. Conhecia o Deus que servia: (2.13-19).
Teve Nabucodonosor uns sonhos e ficou grandemente perturbado e julgou que por certo os deuses queriam comunicar-lhe alguma coisa. Convocou os adivinhos, quem era eles? Eram os magos, e os astrólogos, e os encantadores, e os caldeus, Paralhe revelar os sonho e o respectivo significado. Os sábios não passaram no teste do rei, disseram os caldeus, ó rei, vive eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação. E disse o rei, terão que me dizer qual foi o sonho e a interpretação, caso contrario, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo; como eles não eram capazes de decifrar o exigido pelo rei, saiu o decreto para matar todos os sábios de Babilônia. Quando foram buscar Daniel e seus companheiros para que fossem mortos juntos com os demais, Daniel fala a Arioque, capitão da guarda do rei,e pede um tempo ao rei, para lhe dar a interpretação, (2. 13- 16) forma uma equipe de oração, para pedirem misericórdia ao Deus dos céus sobre este segredo, (2. 17,18) Deus revela o segredo a Daniel, ele louvou o Deus do céu, (2. 19-23).
e. Humildade e confiança em Deus, (2.24-30):
ResponderExcluirDaniel foi ter com o capitão da guarda do rei chamado Arioque e disse, não mates os sábios de Babilônia; introduza-me na presença do rei, e darei a interpretação. (v 24),então, Arioque depressa introduziu Daniel na presença do rei e disse assim; Achei um dentre os filhos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação, (v 25). O rei disse; Daniel, podes tú fazer-me saber o sonho que vi e a sua interpretação? Daniel disse; não, ninguém pode ó rei, (vs 26, 27)Daniel não reivindica nenhum mérito pessoal por revelar ao rei o sonho e sua interpretação, ele diz, mashá um Deus nos céus, o qual revela os segredos, (Dn 2. 28).
Daniel nunca se envolveu, com os deuses, mas sempre manteve a sua alta estima quanto a sua vida espiritual, mesmo longe de seus irmãos e seus pais, da sua terra, dos outros crentes, com todas as oportunidades de provar do bom e do melhor, ele não se esqueceu de Deus e nem dos seus preceitos. Quantos jovens em nossos dias se conformam com o mundo em que vivem?(Rm 12.2),e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, Quantos hoje se casam com descrentes?(2 Co 6.14-16), e não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?Muitos hoje entram em um clima amoroso antes do casamento, este não é o caminho correto.É certo que vivemos em tempos difíceis para a mocidade, mas é igualmente certo que os tempos não são mais difíceis do que no tempo de Daniel na corte de um rei pagão. Não lace sua consciência com as coisas proibidas na lei de Deus, pois,se contaminando com coisas insignificantes fica contaminado depois em tudo. Tenha coragem de ser um Daniel do século 21. É você o futuro pregador, é você o futuro pastor, é você o futuro missionário, é você o futuro dirigente de congregação, dirigente de circulo de oração, que Deus procura, ele conta com você jovem.
4. José filho de Jacó, (Gên. 37.1-36):
ResponderExcluirJosé era o décimo primeiro filho de Jacó e bisneto de Abraão. Jacó teve doze filhos ao todo, nascido de suas duas esposas, LIA e RAQUEL, e de duas concubinas, BILA (escrava de Raquel) e ZILPA (escrava de Lia). Lia deu-lhe seis filhos e uma filha. Raquel era sua esposa favorita (possivelmente a única que ele realmente amou, mas era estéril). Naquela época, isto era uma desgraça e um sinal da desaprovação de Deus. Por fim, depois que as outras deram a Jacó dez filhos e uma filha, Raquel concebeu e deu à luz José (muitos anos depois ela deu à luz Benjamim e morreu no parto). José foi levado ao Egito aproximadamente em 1900 a.C. isso deve ter ocorrido cerca de duzentos anos depois da chamada de Abraão (gên. 12.1-3).
José enfrentou três grandes provas no Egito:
>A prova da pureza pessoal:
Prova essa que os jovens enfrentam quando estão fora de casa; além da solidão, por estar longe de seus pais, ele ainda teve que se manter puro, ou seja, diante de todas as tentações, ele continuou integro ao seu Deus. A Fuga de José, (Gên. 39. 7-12), José fugiu da morte, fugio do peso da sua consciência que lhe perturbaria pelo resto de sua vida, fugio para a presença de Deus. Se ele aceitasse a oferta, não só ele sofreria as consequências, mas toda a sua família. (1Co 6. 18), fugi da prostituição...2Tm 2. 22) foge, também, dos desejos da mocidade; mas segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, com um coração puro, invocam o SENHOR.Muitocuidado; (Pv 7.1-27;),filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não consintas, (Pv 1.10).
> A prova da oportunidade de vingança:
Uma prova por que frequentemente passam as pessoas que sofrem injustiças, José não se vingou de seus irmãos, Pelé contrário, ele os ajudou, (gên., cap. 42-46).
> e a prova de encarar a morte:
Isso quando José esteve na prisão, (gên. 39.20), José não se desesperou, porque sabia que Deus estava com ele, (gên. 39. 2, 3, 21, 23).
a. A posição de favoritismo de José, (Gên. 37. 1-4):
ResponderExcluirPor ser filho da esposa mais amada e filho de sua velhice José era amado de Jacó mais que seus irmãos, “Jacó manda fazer-lhe uma túnica de mangas comprida, muito elegante, era diferente que as dos seus irmãos usavam, ou de várias cores, ela revelava uma posição especial de favoritismo e honra diante de seu pai, como referência do seu amor por ele”,e passou a ser odiado por seus irmãos. “Mas a sua fidelidade a Deus não foi abalada”, pelo contrário, logo Deus começa a lhe revelar mistérios através de sonhos, com aproximadamente“dezessete anos de idade”.Deus,às vezes, nos revela a sua vontade, através de sonhos proféticos (Gên. 28.10-17; Num 12. 6-8; Dn 7; Mat. 1. 20-24).José, como servo de Deus sempre foi integro.
b. A túnica que Jacó mandou confeccionar para José
(Gên. 37.3):
Segundo a versão king James traduz essa parte por “uma túnica de muitas cores”, e essa imagem ficou muito associada a José.Deus te vestiu com uma túnica, como um preferencial, aqui você tem uma veste de preferência, indica a sua diferença como cristão neste mundo, fala do seu compromisso com ele, logo mais ele vai te vestir com vestes branca e eterna, se você ler (Gên. 37.1-36), verá que tomaram sua túnica, mancharam de sangue de animal e levaram a seu pai mentindo que uma fera havia devorado. Alguém pode ter roubado sua túnica te levantou calúnias, mas a preferência de Deus por você não acabou, ainda resta uma veste que você pode se valer dela,(Gên. 39.9-16) ele continuou fiel a Deus, ainda que seja preciso deixar as vestes, mas fuja...
(2Tm 2.22), “foge das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o senhor”. Mesmo na prisão, mais Deus estava com ele, (Gên.39.21-23)no momento certo Deus tirou ele de lá. Mesmo na prisão Deus revelava sonhos a José, Ainda que seja pra revelar mistérios de Deus, mas ele vaitirar você dessa situação, ele vai te levantar, ele vai tirar você da caverna,
(I Rs 19.8-12).
CONCLUSÃO:
Para conservar os valores e a ética cristã nestes últimos dias, nesta era pós-moderna, tem que preservar a sua identidade de filho de Deus, como Daniel, enfrentar as críticas e abandono,saber lidar com o sexo oposto como José. E confiar muito em Deus. Só assim podemos fazer a diferença no meio de uma geração corrompida e perversa,(At 2.40).
Tem que revolucionar a sua geração como:
- José revolucionou a sua geração
- Daniel revolucionou a sua geração
-Jerônimo Savonarola: precursor da reforma
- Martinho Lutero: o grande reformador
- João Bunyam: o sonhador imortal
- Jônatas Edwards: grande despertador
- João Wesley: tocha tirada do fogo
- Jorge White Field: pregador ao ar livre
- Guilherme Carey: pai das missões modernas
- Henrique Martyn: luz inteiramente gasta por Deus
- Adoniram Judson: missionário pioneiro
- Carlos Finney: Apóstolo de avivamento
- Jorge Muller: Apóstolo da fé
- Carlos Spurgeon: o príncipe dos pregadores.
A obra de Deus precisa de jovens que seja separado do mundo e tenha compromisso com o SENHOR DOS EXERCITO, onde está você? Apresente-se a Deusquer que você, revolucione sua geração.
Para refletir
JOVENS,eu vos escrevo, porque tendes vencido o maligno.
(I Jo 2.13a) jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o maligno, (I Jo 2.14a).
Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. (I Jo 2.17).
Bibliografia:
ORLANDO BOYER,espada cortante.
Manual bíblico, HENRY H. HALLEY.
Bíblia de estudo pentecostal.
Bíblia de estudo Almeida.
Dicionário e estudos bíblicos, org. por: Claudemir pedroso da silva.
Todos os personagens da Bíblia de A a Z, Richard R. Losch.
Alguns grifos nosso.
=== Pr: Cícero Lopes¬- IEAD - Cong. M. Horebe – Codó- MA. ===
{DEUS SEJA LOUVADO}
SOFRIMENTO E RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO- IS 53.1 em diante
ResponderExcluirINTRODUÇÃO: PR. Cícero Lopes
A história do sofrimento e morte de Cristo não é uma lenda nem ficção é uma realidade, tem seu valor histórico, social e espiritual, são várias as fases do seu sofrimento, cada uma delas nos ensina lições preciosas e edificantes, muitos cristãos não procuram entender e por isso deixam de valorizar e vivenciar esse episódio, a igreja de hoje precisa de elementos que lhe forneça um puro relacionamento com Cristo e seu sofrimento.
1. Onde aconteceu o sofrimento de Cristo?
Entendemos que se deu em Jerusalém, no período da páscoa quando no templo seria sacrificado um cordeiro, existe duas Jerusalém; a antiga ou histórica, ou bíblica com três mil anos, cercada por muros, com apenas três Bairros, um Árabe, outro judeu e outro mulçumano, Jerusalém antiga está hoje com aproximadamente oito metros acima do piso original, devido às constantes destruições e reconstruções, Ruas estreitas e curtas, cidade sem hospedagens, muito pequena. Jesus percorria duas ruas do ponto de partida para o lugar da crucificação, logo ainda na primeira rua chamada via crusis, ou via dolorosa, ou ainda rua da amargura como chama alguns, vinha a multidão, a guarda pretoriana, seis soldados de um lado e seis do outro lado e Jesus no meio carregando a cruz, Mt 27:32, Simão cirineu vinha no sentido contrário pela porta de damasco, entrando na cidade, vinha do campo, encontramos vários homens com este nome, (Simão Pedro, Simão pai de Judas iscariotes, Simão irmão do senhor, Simão o fariseu, que convidou Jesus pra jantar, Simão o leproso em Betânia, Simão curtidor, Simão zelote, um dos doze Apóstolos, Simão o mágico, batizado por Filipe e Simão cirineu), Simão vinha para a festa da páscoa, quando Simão virou a esquina viu a multidão, ele olhava as pontas das lanças, seis de um lado e seis do outro lado de Jesus, e no meio ele via a ponta do madeiro subindo e descendo.
2. Quem era Simão cirineu? Segundo a história Salomão e a rainha de sabá tiveram filhos, e Simão era um descendente deles, Simão estava vestido com vestes branca, de linho, pois ele ia para o sacrifício do cordeiro no templo, naquela esquina há uma pedra, Simão podia voltar, ou esperar, ele esperou junto aquela pedra, ele não podia sujar suas vestes, quando a multidão se aproximou, ao lado dele Jesus parou, ou seja, Jesus caiu, não podendo carregar a cruz, os soldados obrigaram Simão levar a cruz, o condenado não podia morrer no trajeto, tinha que morrer na cruz, Mt 27:32; Mc 15:21; Lc 23:26, Simão não era discípulo de Jesus, ele era um religioso, então ele decide ajudar Jesus, quando ele pega na cruz, Jesus põe a uma das mão no ombro de Simão e
CONTINUAÇÂO
Excluira outra na pedra, suas mãos estavam ensangüentadas, OBS. Naquela época o pai levava seu filho primogênito com cinco anos de idade pra escola rabínica e tinha que estudar os cinco primeiros livros da Bíblia, Gn, Ex, Lv, Nm e Dt. Até os quatose anos, depois era levado pra fazer um teste, entre setenta doutores era interrogado, as perguntas era dos livros estudados, tinha que recitar sem errar, se errasse era reprovado, segurava na mão e dizia você não serve pra ser discípulo, quando era aprovado o doutor colocava a mão no ombro e dizia vinde e eu te farei um grande mestre, sobre a nação, Jesus foi levado pra o teste com doze anos, Lc 2:41-47, Simão ajudou Jesus até a próxima estação, ou seja uns cinqüenta metros, Simão parou, viu que não dava mais tempo de ir ao templo, tirou as vestes manchada de sangue colocou na mala e voltou pra sua terra, o seu povo estava lhe esperando com uma mesa pronta, eles iam ouvir Simão contar como foi o sacrifício do cordeiro, Simão tinha dois filhos, Rufo, o primogênito e Alexandre, Rufo, tinha estudado os livros, ele sabia, quando Simão começou contar Rufo foi juntando o seu pai contava com o que ele estudou, logo ele viu as vestes suja de sangue, com uma mão no ombro ele disse, pai, esse é o sangue do nosso salvador, ele nos escolheu para sermos mestres e pregadores à nossa nação.
ResponderExcluir3. As estações da cruz e a crucificação, morte e sepultamento de Jesus, Mt 27:33-37.
A crucificação é um dos mais cruéis métodos de execução. É extremamente dolorosa e muitas vezes a vítima leva dias para morrer. As ultimas palavras de Jesus foram: “está consumado” (Jo 19:30), indicando que sua missão estava cumprida. Em algumas partes do império romano, o corpo normalmente era deixado na cruz até se decompor e cair ou ser devorado por animais carnívoro. Na Judéia as pernas eram quebradas e a pessoa, jogada no depósito de lixo da cidade, (Is 53:9), era colocado um guarda para que, não estando de fato morta, a pessoa não pudesse ser resgatada por amigos, uma que Jesus já estava morto, permitiram que José de Arimatéia, um judeu rico e piedoso e um discípulo secreto, levar o corpo e sepultar em um sepulcro novo.
MODELO IDEAL DO VIVER CRISTÃO EM COMUNIDADECOMO IGREJA
ResponderExcluirAT 2.42
INTRODUÇÃO: EXISTE UM ELEMENTO ESSENCIAL E INDISPENSAVEL PARA A IGREJA QUE É A COMUNHÃO COM O PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO (1 JO 1.3-6; MAIS TAMBÉM COM NOSSOS IRMÃOS (1 JO 1. 7; 2 CO 13.13).
1. PORQUE A COMUNHÃO É IMPORTANTE?
a- PORQUE A COMUNHÃO COM MEUS IRMÃOS REVELAM A MINHA COMUNHÃO COM DEUS (1 JO 1.7; 2.9-11; 3.14-18; 4. 7,8;). É IMPOSÍVEL DIZER QUE TENHO COMUNHÃO COM DEUS SE NÃO TENHO COM OS IRMÃOS.
b- PORQUE REVELA O NOSSO DESENVOLVIMENTO COM OM POVO DE DEUS (RM 12.10; 13.7,8; GL 5.13,14; 1 Pe 1.22).
c- PORQUE É A BASE DO NOSSO TESTEMUNHO AO MUNDO (JO 13.35; 17.21-23; 1 JO 4.11,12).
CONCLUSÃO: SE NÃO DEMOSTRARMOS O AMOR DE CRISTO, O MUNDO TERÁ BOAS RAZÕES PARA REJEITA-LO.
PR: CÍCERO LOPES
Tema:quebrando as barreiras que há em nós, Rm 10.15.
ResponderExcluirINTRODUÇÃO: Missão ainda é ignorada por muitos crentes na igreja, precisamos identifica algumas barreiras que impede-nos de fazer missões, estas barreiras existe em nós, lembremo-nos que existe os missionários que vão e os que ficam, porém todos devem de igual modo fazer a obra do senhor.
1. Falta de visão:muitos não têm mais visão das almas perdidas, precisamos sentir o que as pessoas sem cristo sentem isto é compaixão, Jesus teve compaixão a ponto de vir ele mesmo fazer missões, (veja Fp 2.5-11) de sorte quehaja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, São faculdades ou capacidade que Deus nos dá.
2. Desculpas, como:já estou velho, sou doente, ou tenho que cuidar dos meus pais, tenho empresas, comércios, sou funcionário de lojas, não tenho coragem de ir, etc.
Si tudo isso é verdade, outra verdade é, que você pode contribuir você é o missionário que fica. São os mantenedores de missões.
3. Tipos de contribuições: somos designados para fazer missões, reserve mensalmente uma quantia para missões, incentive outros a fazer o mesmo, (Ap 22.17), (Fp 2.25; 4.17,18; 4.36,37).
4. Alguns contribuíram com a suas vidas:o maior exemplo é Cristo, (veja At 2. 14 em diante) Estevão, (At 7.59,60), com isso ele estava dizendo, eu vou, mas não desistam façam alguma coisa, prossigam, falem mais disto, não acabou, é até aos confins da terra, (At 1.8) logo outros foram mortos, como: Tiago, Filipe, Mateus, Tiago o menor, Matias, André, marcos, Pedro, Paulo, judas, tome, Lucas, Simão, João, barnabé. O respeitado bispo de Esmirna chamado policarpo, quando foi procurado se escondeu, logo foi encontrado por um menino, depois de servi uma refeição aos soldados que o prenderam pediu-lhes uma hora de oração, depois levaram ao procônsul; foi condenado e queimado na praça do mercado. Pressionaram-lhe: “jura e te darei a liberdade. Blasfema contra Cristo”. Policarpo respondeu-lhe: “durante oitenta e seis anos o tenho servido, e nunca me fez mal algum. Como blasfemaria eu contra meu rei, que me tem salvado?”. Crisóstomo, a mãe que ofereceu seu filho ao rio gajes,
5. Igrejas que sustentam os missionários: dinheiro nunca foi o maior empecilho para enviar missionários e sim a falta de visão e obediência da igreja, isso retarda o trabalho, (Fl 4.10-19). Paulo sabia muito bem o que estava falando, ele exaltava a igreja que o ajudava e exortava as igrejas que não contribuía para mantê-lo no campo. Muitas vezes falamos, não posso estou reformando minha casa, quando terminar eu ajudo, porém isso nunca acontece.
Os missionários que vão, como os que ficam serão galardoados com partes iguais, (1sm 30.22-25).
Pr. Cícero Lopes
TEMA: O REINO DE DEUS M t 6.29 a 40. Pr. Cicero Lopes
ResponderExcluirI. O QUE IDENTIFICA UM REINO?
A. Pelo um domínio geográfico, cidadania M t 6: 10
B. Pela as leis com princípios aceitáveis e privilégios
C. pelo códigos de ética estilo de vida, força de ordem a um exercito
D. pela sua macro comunidade, cultura social
E. No caso do de Deus identificamos pelo seu rei que é a encarnação de sua glória,
ele é rei do universo, rei dos reis e senhor dos senhores. I. Pelo seu rei ou senhor.
Um anjo tem mais poder do que todas as bombas atômicas, disse Biligram;
Deus reina sobre todos os anjos e reina em nós.
II. Proposito do rei:
O rei faz uma proposta, busque o reino, entre nele, faça parte dele.
A. ele veio para estabelecer uma comunidade, não só de servos mas de filhos,
(famílias).
B. Uma comunidade de cidadãos, não de religiosos,
C. uma relação de intimidades, não de dogmas,
D. governar sobre o visível de uma plataforma invisível
Ele é real, e as coisas invisíveis são reais; Nós temos a nossa plataforma invisível
Só eu e ele, só você e ele.
III. Paulo estava em uma plataforma invisível, por isso as circunstâncias da vida
Foram influênciada. Estevão, Filipe, Pedro, Etc.
Nós trabalhamos o visível de uma plataforma invisível.
ResponderExcluir5 PEDRAS e 5 SIGNIFICADOS
Texto Base : I Samuel: 17:23-53
Israel há muito tempo vinha de lutas e pelejas com os Filisteus.
Os Filisteus eram um povo que desde os tempos de Abraão vinham sabotando o povo de Israel, que agora tinha um rei chamado Saul.
Agora havia mais uma batalha à frente. De um lado do monte os Filisteus e do outro os Israelitas. E ali, eles de repente do meio dos Filisteus viram um gigante de 3 metros de altura.
Aquele gigante começou a desafiar os Israelitas (será que tem Homem forte o bastante para me derrotar ?). E por quarenta dias os Israelitas ouviram esta afronta.
E quantas vezez o inimigo tem se levantado contra nós nesses dias ?.
Vers: 28 : .... Por que descestes aqui ? ..... Situações que vem saquear a sua Paz, sua alegria, sua unção, seu ministério, tirar a sua paz interior, tirar a tua comunhão com Deus, com os teus Irmãos em Cristo. (Deus tem um plano para te livrar !...)
Vers: 33 ... Ainda és moço ... Pessoas que acham que você não é capaz de fazer algo, que você é um inútil, que você não é inteligente o bastante para assumir algum ministério etc...
Mas Davi era corajoso e tomou ali uma decisão, tomou uma posição de guerreiro.
PEGOU 5 PEDRAS E COLOCOU EM SEU ALFORGE E FOI DE ENCONTRO COM O INIMIGO .
1º) PEDRA – Sair da sua vida rotineira, Religiosidade, de mesmice, e ir para a
frente, ir para a batalha, não desanimar, não desistir e nem olhar para
o tamanho do seu inimigo. (Não entrar no comodismo)
- Exemplo: há se tem alguém fazendo então eu não preciso ajudar, não precisam de mim.
- Tem gente que antes de se converter era doidão, maluco, topava tudo para mostrar para os amigos que era bom, agora depois de crente, virou um babão-faz-nada, não evangeliza, não prega, tem vergonha de dizer que é crente, não ajuda em nada. (Tiago: 2:2 – Diz que a Fé sem obras é morta).
2º) PEDRA – Permanecer na batalha mesmo com os falatórios, com as pedradas
dadas pelo inimigo e até mesmo irmão, mesmo que alguns se levante contra você não desista, permaneça na guerra não fuja.
- Os irmãos de Davi se voltaram contra ele, chamando-o de PEQUENINO, MALDOSO E INCHERIDO.
3º) PEDRA – Hoje é dia de você se revestir de toda autoridade que Deus te deu,
declarando o poder dos céus sobre você (ISAÍAS:61:1-3).
- Davi foi até Saul dar testemunho de todas as suas vitórias e livramentos que Deus dera a ele quando pastoreava e vinham os ursos, ha onde estão os teus testemunhos de vitórias, o que Deus tem feito por você, - Nada ?... Então fale as outras pessoas .
- Davi rejeitou as armaduras humanas e tomou o poder de Deus.
4º) PEDRA - Você tem que buscar uma estratégia em Deus, para que o teu gigante
cai por terra. Vá contra o inimigo em nome de Deus.
Davi profetizou sobre Israel – Profetiza sobre a sua vida !...
5º) PEDRA – Tomar os despojos do Inimigo junto à Cristo Jesus
- Zacarias: 9:12 – Tudo o que foi roubado o Senhor restituirá em dobro.
- I Samuel: 17:53 – Então voltaram os filhos de Israel de perseguirem os Filisteus e despojaram os seus arraiais.
5 PEDRAS, 5 SIGNIFICADOS
1º) Pedra = Significa o Inconformismo e Rebeldia.
2º) Pedra = Significa Ousadia e a Esperança
3º) Pedra = Significa revestimento e Autoridade e da Prontidão
4º) Pedra = Significa Estratégia que derruba o Inimigo
5º) Pedra = Significa Pedra angular, Jesus Cristo nossa Vitória.
BIBLIOLOGIA: DOUTRINA DA BÍBLIA
ResponderExcluirI. REVELAÇÃO: É a operação divina que comunica ao homem fatos que a razão humana é insuficiente para conhecer. É portanto, a operação divina que comunica a verdade de Deus ao homem (ICo.2:10).
A) Provas da Revelação: O diabo foi o primeiro ser a pôr em dúvida a existência da revelação: "É assim que Deus disse?" (Gn.3:1). Mas a Bíblia é a Palavra de Deus. Vejamos alguns argumentos:
1) A Indestrutibilidade da Bíblia: Uma porcentagem muito pequena de livros sobrevive além de um quarto de século, e uma porcentagem ainda menor dura um século, e uma porção quase insignificante dura mil anos. A Bíblia, porém, tem sobrevivido em circunstâncias adversas. Em 303 A.D. o imperador Dioclécio decretou que todos os exemplares da Bíblia fossem queimados. A Bíblia é hoje encontrada em mais de mil línguas e ainda é o livro mais lido do mundo.
2) A Natureza da Bíblia:
a) Ela é superior: Ela é superior a qualquer outro livro do mundo. O mundo, com sua sabedoria e vasto acúmulo de conhecimento nunca foi capaz de produzir um livro que chegue perto de se comparar a Bíblia.
b) É um livro honesto: Pois revela fatos sobre a corrupção humana, fatos que a natureza humana teria interesse em acobertar.
c) É um livro harmonioso: Pois embora tenha sido escrito por uns quarenta autores diferentes, por um período de 1.600 anos, ela revela ser um livro único que expressa um só sistema doutrinário e um só padrão moral, coerentes e sem contradições.
3) A Influência da Bíblia: O Alcorão, o Livro dos Mórmons, o Zenda Avesta, os Clássicos de Confúncio, todos tiveram influência no mundo. Estes, porém, conduziram a uma idéia apagada de Deus e do pecado, ao ponto de ignorá-los. A Bíblia, porém, tem produzido altos resultados em todas as esferas da vida: na arte, na arquitetura, na literatura, na música, na política, na ciência etc.
4) Argumento da Analogia: Os animais inferiores expressam com suas vozes seus diferentes sentimentos. Entre os racionais existe uma presença correspondente, existe comunicação direta de um para o outro, uma revelação de pensamentos e sentimentos. Consequentemente é de se esperar que exista, por analogia da natureza, uma revelação direta de Deus para com o homem. Sendo o homem criado à Sua imagem, é natural supor que o Criador sustente relação pessoal com Suas criaturas racionais.
5) Argumento da Experiência: O homen é incapaz por sua própria força descobrir que:
a) Precisa ser salvo.
b) Pode ser salvo.
c) Como pode ser salvo.
d) Se há salvação.
Somente a revelação pode desvendar estes mistérios eternos. A experiência do homem tem demonstrado que a tendência da natureza humana é degenerar-se e seu caminho ascendente se sustêm unicamente quando é voltado para cima em comunicação direta com a revelação de Deus.
ResponderExcluir6) Argumento da Profecia Cumprida: Muitas profecias a respeito de Cristo se cumpriram integralmente, sendo que a mais próxima do primeiro advento, foi pronunciada 165 anos antes de seu cumprimento. As profecias a respeito da dispersão de Israel também, se cumpriram (Dt.28; Jr.15:4;l6:13; Os.3:4 etc); da conquista de Samaria e preservação de Judá (Is.7:6-8; Os.1:6,7; IRs.14:15); do cativeiro babilônico sobre Judá e Jerusalém (Is.39:6; Jr.25:9-12); sobre a destruição final de Samaria (Mq.1:6-9); sobre a restauração de Jerusalém (Jr.29:10-14), etc.
7) Reivindicações da Própria Escritura: A própria Bíblia expressa sua infalibilidade, reivindicando autoridade. Nenhum outro livro ousa fazê-lo. Encontramos essa reivindicação na seguintes expressões: "Disse o Senhor a Moisés" (Ex.14:1,15,26;16:4;25:1; Lv.1:1;4:1;11:1; Nm.4:1;13:1; Dt.32:48) "O Senhor é quem fala" (Is.1:2); "Disse o Senhor a Isaías" (Is.7:3); "Assim diz o Senhor" (Is.43:1). Outras expressões semelhantes são encontradas: "Palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor" (Jr.11:1); "Veio expressamente a Palavra do Senhor a Ezequiel" (Ez.1:3); "Palavra do Senhor que foi dirigida a Oséias" (Os.1:1); "Palavra do Senhor que foi dirigida a Joel" (Jl.1:1), etc. Expressões como estas são encontradas mais de 3.800 vezes no Velho Testamento. Portanto o A.T. afirma ser a revelação de Deus, e essa mesma reivindicação faz o Novo Testamento (ICo.14:37; ITs.2:13; IJo.5:10; IIPe.3:2).
B) Natureza da Revelação: Deus se revelou de sete modos:
1) Através da Natureza: (Sl.19:1-6; Rm.l:19-23).
2) Através da Providência: A providência é a execução do programa de Deus das dispensações em todos os seus detalhes (Gn.48:15;50:20; Rm.8:28; Sm.57:2; Jr.30:11; Is.54:17).
3) Através da Preservação: (Cl.1:17; Hb.1:3; At.17:25,28).
4) Através de Milagres: (Ex.4:1-9).
5) Através da Comunicação Direta: (Nm.12:8; Dt.34:10).
6) Através da Encarnação: (Hb.1:1; Jo.8:26;15:15).
7) Através das Escrituras: A Bíblia é a revelação escrita de Deus e, como tal, abrange importantes aspectos:
a) Ela é variada: Variada em seus temas, pois abrange aquilo que é doutrinário , devocional, histórico, profético e prático.
b) Ela é parcial: (Dt.29:29).
c) Ela é completa: Naquilo que já foi revelado (Cl.2:9,10);
d) Ela é progressiva: (Mc.4:28).
e) Ela é definitiva: (Jd.3).
II. INSPIRAÇÃO: É a operação divina que influenciou os escritores bíblicos, capacitando-os a receber a mensagem divina, e que os
moveu a transcrevê-la com exatidão, impedindo-os de cometerem erros e omissões, de modo que ela recebeu autoridade divina e infalível, garantindo a exata transferência da verdade revelada de Deus para a linguagem humana inteligível (ICo.10:13; IITm.3:16; IIPe.1:20,21).
ResponderExcluirA) Autoria Dual: Com este termo indicamos dois fatos:
1) Autoria Divina: Do lado divino as Escrituras são a Palavra de Deus no sentido de que se originaram nEle e são a expressão de Sua mente. Em IITm.3:16 encontramos a referência a Deus: "Toda Escritura é divinamente inspirada" (theopneustos = soprada ou expirada por Deus) . A referência aqui é ao escrito.
2) Autoria Humana: Do lado humano certos homens foram escolhidos por Deus para a responsabilidade de receber a Palavra e passá-la para a forma escrita. Em IIPe.1:21 encontramos a referência aos homens: "Homens santos de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo" (pherô = movidos ou conduzidos). A referência aqui é ao escritor.
B) Inspiração ou Expiração? A palavra inspiração vem do latim, e significa respirar para dentro. Ela é usada pela ARC. (Almeida Revista e Corrigida) somente duas vezes no N.T. (IITm.3:16; IIPe.1:21). Este vocábulo, embora consagrado pelo uso, e, portanto, pela teologia, não é um termo adequado, pois pode parecer que Deus tenha soprado alguma espécie de vida divina em palavras humanas. Em IITm.3:16 encontramos o vocábulo grego theopneustos que significa soprado por Deus. Portanto podemos afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada por Deus, e não inspirada como expressa a ARC. As Escrituras são o próprio sopro de Deus, é o próprio Deus falando (IISm.23:2). Em IIPe.1:21 este vocábulo se torna mais inadequado ainda, pois a tradução da ARC. transmite a idéia de que os homens santos foram inspirados pelo Espírito Santo. O fato é que o homem não é inspirado, mas a Palavra de Deus é que é expirada (Compare Jó.32:8; 33:4; com Ez.36:27; 37:9). A ARA. (Almeida Revista e Atualizada), porém, apesar de utilizar o termo inspiração em IITm.3:16, usa, com acerto, o verbo mover em IIPe.1:21, como tradução do vocábulo grego pherô, que significa exatamente mover ou conduzir.
Considerada esta ressalva, não devemos pender para o extremo, excluindo a autoria humana da compilação das Escrituras. Ela própria reconhece a autoria dual no registro bíblico. Em Mt.15:4 está escrito que Deus ordenou enquanto que em Mc.7:10 diz que foi Moisés quem ordenou. E muitas outras passagens há semelhantes a esta (Compare Sl.110:1 com Mc.12:36; Ex.3:6,15 com Mt.22:31; Lc.20:37 com Mc.12:26; Is.6:9,10; At.28:25 com Jo.12:39-41; Mt.1:22;2:15; At.l:16;4:25; Hb.3:7-11; Hb.9:8;10:15) Deus opera de modo misterioso usando e não anulando a vontade humana, sem que o homem perceba que está sendo divinamente conduzido, sendo que neste fenômeno, o homem faz pleno uso de sua liberdade (Pv.16:1;19:21; Sl.33:15;105:25; Ap.17:17). Desse mesmo modo Deus também usa
Satanás (Compare ICr.21:1 com IISm.24:1; IRs.22:20-23), mas não retira a responsabilidade do homem (At.5:3,4), como também o faz na obra da salvação (Dt.30:19; Sl.65:4; Jo.6:44).
ResponderExcluirC) O Termo Logos: Este termo grego foi utilizado no N.T. cerca de 200 vezes para indicar a Palavra de Deus Escrita, e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo.1:1,14; IJo.1:1;5:7; Ap.19:13). Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão, portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus, quer seja na forma escrita ou viva (Compare Jo.14:6 com Jo.17:17).
1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos, isto é, a fala, a expressão de Deus.
2) A Bíblia é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus, e assim como em Cristo há dois elementos (duas naturezas), divino e humano, igualmente na Palavra de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente.
D) Provas da Inspiração: Somos acusados de provar a inspiração pela Bíblia e de provar a verdade da Bíblia pela inspiração, e, assim, de argumentar num círculo vicioso. Mas o processo parte de uma prova que todos aceitam: a evidência. Esta, primeiro prova a veracidade ou credibilidade da testemunha, e então aceita o seu testemunho. A veracidade das Escrituras é estabelecida de vários modos, e, tendo constatado a sua veracidade, ou a validade do seu testemunho, bem podemos aceitar o que elas dizem de si mesmas. As Escrituras afirmam que são inspiradas, e elas ou devem ser cridas neste particular ou rejeitadas em tudo mais.
1) O A.T. afirma sua Inspiração: (Dt.4:2,5; IISm.23:2; Is.1:10; Jr.1:2,9; Ez.3:1,4; Os.1:1; Jl.l:1; Am.1:3;3:1; Ob.1:1; Mq.1:1).
2) O N.T. afirma sua Inspiração: (Mt.10:19; Jo.14:26;15:26,27; Jo.16:13; At.2:33;15:28; ITs.1:5; ICo.2:13; IICo.13:3; IIPe.3:16; ITs.2:13; ICo.14:37).
3) O N.T. afirma a Inspiração do A.T.: (Lc.1:70; At.4:25; Hb.1:1, IItm.3:16; IPe.1:11; IIPe.1:21).
4) A Bíblia faz declarações científicas descobertas posteriormente: (Jó.26:7; Sl.135:7; Ec.1:7; Is.40:22).
E) Teorias da Inspiração: Podemos ter revelação sem inspiração (Ap.10:3,4), e podemos ter inspiração sem revelação, como quando os escritores registram o que viram com seus próprios olhos e descobriram pela pesquisa (IJo.1:1-4; Lc.1:1-4). Aqui nós temos a forma e o resultado da inspiração. A forma é o método que Deus empregou na inspiração, enquanto que o resultado indica a conseqüência da inspiração. Portanto, as chamadas teorias da intuição, da iluminação, a dinâmica e a do ditado, todas descrevem a forma de inspiração, enquanto que a teoria verbal plenária indica o resultado.
1) Teoria da Inspiração Dinâmica: Afirma que Deus forneceu a capacidade necessária para a confiável transmissão da verdade que os
escritores das Escrituras receberam ordem de comunicar. Isto os tornou infalíveis em questões de fé e prática, mas não nas coisas que não são de natureza imediatamente religiosa, isto é, a inspiração atinge apenas os ensinamentos e preceitos doutrinários, as verdades desconhecidas dos autores humanos. Esta teoria tem muitas falhas: Ela não explica como os escritores bíblicos poderiam mesclar seus conhecimentos sobrenaturais ao registrarem uma sentença, e serem rebaixados a um nível inferior ao relatarem um fato de modo natural. Ela não fornece a psicologia daquele estado de espírito que deveria envolver os escritores bíblicos ao se pronunciarem infalivelmente sobre matérias de doutrina, enquanto se desviam a respeito dos fatos mais simples da história. Ela não analisa a relação existente entre as mentes divina e humana, que produz tais resultados. Ela não distingue entre coisas que são essenciais à fé e à pratica e àquelas que não são. Erasmo, Grotius, Baxter, Paley, Doellinger e Strong compartilham desta teoria.
ResponderExcluir2) Teoria do Ditado ou Mecânica: Afirma que os escritores bíblicos foram meros instrumentos (amanuenses), não seres cujas personalidades foram preservadas. Se Deus tivesse ditado as Escrituras, o seu estilo seria uniforme. Teria a dicção e o vocabulário do divino Autor, livre das idiossincrasias dos homens (Rm.9:1-3; IIPe.3:15,16). Na verdade o autor humano recebeu plena liberdade de ação para a sua autoria, escrevendo com seus próprios sentimentos, estilo e vocabulário, mas garantiu a exatidão da mensagem suprema com tanta perfeição como se ela tivesse sido ditada por Deus. Não há nenhuma insinuação de que Deus tenha ditado qualquer mensagem a um homem além daquela que Moisés trasncreveu no monte santo, pois Deus usa e não anula as suas vontades. Esta teoria, portanto, enfatiza sobremaneira a autoria divina ao ponto de excluir a autoria humana.
3) Teoria da Inspiração Natural ou Intuição: Afirma que a inspiração é simplesmente um discernimento superior das verdades moral e religiosa por parte do homem natural. Assim como tem havido artistas, músicos e poetas excepcionais, que produziram obras de arte que nunca foram superadas, também em relação as Escrituras houve homens excepcionais com visão espiritual que, por causa de seus dons naturais, foram capazes de escrever as Escrituras. Esta é a noção mais baixa de inspiração, pois enfatiza a autoria humana a ponto de excluir a autoria divina. Esta teoria foi defendida pelos pelagianos e unitarianos.
4) Teoria da Inspiração Mística ou Iluminação: Afirma que inspiração é simplesmente uma intensificação e elevação das percepções religiosas do crente. Cada crente tem sua iluminação até certo ponto, mas alguns tem mais do que outros. Se esta teoria fosse verdadeira, qualquer cristão em qualquer tempo, através da energia divina especial, poderia escrever as Escrituras. Schleiermacher foi quem disseminou esta teoria. Para ele inspiração é "um despertamento e excitamento da consciência religiosa,
diferente em grau e não em espécie da inspiração piedosa ou sentimentos intuitivos dos homens santos". Lutero, Neander, Tholuck, Cremer, F.W.Robertson, J.F.Clarke e G.T.Ladd defendiam esta teoria, segundo Strong.
ResponderExcluir5) Inspiração dos Conceitos e não das Palavras: Esta teoria pressupõe pensamentos à parte das palavras, através da qual Deus teria transmitido idéias mas deixou o autor humano livre para expressá-las em sua própria linguagem. Mas idéias não são transferíveis por nenhum outro modo além das palavras. Esta teoria ignora a importância das palavras em qualquer mensagem. Muitas passagens bíblicas dependem de uma das palavras usadas para a sua força e valor. O estudo exegético das Escrituras nas línguas originais é um estudo de palavras, para que o conceito possa ser alcançado através das palavras, e não para que palavras sem importância representem um conceito. A Bíblia sempre enfatiza suas palavras e não um simples conceito (ICo.2:13; Jo.6:63;17:8; Ex.20:1; Gl.3:16).
6) Graus de Inspiração: Afirma que há inspiração em três graus. Sugestão, direção, elevação, superintendência, orientação e revelação direta, são palavras usadas para classificar estes graus. Esta teoria alega que algumas partes da Bíblia são mais inspiradas do que outras. Embora ela reconheça as duas autorias, dá margem a especulação fantasiosa.
7) Inspiração Verbal Plenária: É o poder inexplicado do Espírito Santo agindo sobre os escritores das Sagradas Escrituras, para orientá-los (conduzí-los) na transcrição do registro bíblico, quer seja através de observações pessoais, fontes orais ou verbais, ou através de revelação divina direta, preservando-os de erros e omissões, abrangendo as palavras em gênero, número, tempo, modo e voz, preservando, desse modo, a inerrância das Escrituras, e dando à ela autoridade divina.
a) Observação Pessoal: (IJo.1:1-4).
b) Fonte Oral: (Lc.l:1-4).
c) Fonte Verbal: (At.17:18; Tt.1:12; Hb.1:1).
d) Revelação Divina Direta: ( Ap.1:1-ll; Gl.1:12).
e) Gênero: (Gn.3:15).
f) Número: (Gl.3:16).
g) Tempo: (Ef.4:30; Cl.3:13).
h) Modo: (Ef.4:30; Cl.3:13).
i) Voz: (Ef.5:18)
j) Explicação dos itens e,f,g,h,i: A inspiração verbal plenária fica assim estabelecida. Em Gn.3:15 o pronome hebraico está no gênero masculino, pois se refere exclusivamente a Cristo (Ele te ferirá a cabeça...). Em Gl.3:16 Paulo faz citação de um substantivo hebraico que está no singular, fazendo, também, referência exclusiva a Cristo. Em Ef.4:30 e Cl.3:13 o verbo perdoar encontra-se, no grego, no modo particípio e no tempo presente, o que significa que o perdão judicial de Deus realizado no passado, quando aceitamos a Cristo, estende-se por toda a nossa vida, abrangendo o perdão
dos pecados do passado, do presente, e do futuro (IJo.1:9 trata do perdão do pecado doméstico e não do judicial). Jesus Cristo reconheceu a inspiração verbal plenária quando declarou que nem um til (a menor letra do alfabeto hebraico) seria omitido da lei(Mt.5:18 e Lc.16:l7).
ResponderExcluirIII. ILUMINAÇÃO: É a influência ou ministério do Espirito Santo que capacita todos os que estão num relacionamento correto com Deus para entender as Escrituras (I Cor.2:12; Lc.24:32,45; IJo.2:27).
A iluminação não inclui a responsabilidade de acrescentar algo às Escrituras (revelação) e nem inclui uma transmissão infalível na linguagem (inspiração) daquele que o Espirito Santo ensina.
A iluminação é diferenciada da revelação e da inspiração no fato de ser prometida a todos os crentes, pois não depende de escolha soberana, mas de ajustamento pessoal ao Espirito Santo. Além disso a iluminação admite graus podendo aumentar ou diminuir (Ef.1:16-18; 4:23; Cl.1:9).
A iluminação não se limita a questões comuns, mas pode atingir as coisas profundas de Deus (ICo.2:10) porque o Mestre Divino está no coração do crente e, portanto, ele não houve uma voz falando de fora e em determinados momentos, mas a mente e o coração são sobrenaturalmente despertados de dentro (ICo.2:16). Este despertamento do Espírito pode ser prejudicado pelo pecado, pois é dito que o cristão que é espiritual discerne todas as coisas (ICo.2:15), ao passo que aquele que é carnal não pode receber as verdades mais profundas de Deus que são comparadas ao alimento sólido (ICo.2:15;3:1-3; Hb.5:12-14).
A iluminação, a inspiração e a revelação estão estritamente ligadas, porém podem ser independentes, pois há inspiração sem revelação (Lc.1:1-3; IJo.1:1-4); inspiração com revelação (Ap.1:1-11); inspiração sem iluminação (IPe.1:10-12); iluminação sem inspiração (Ef.1:18) e sem revelação (ICo.2:12; Jd.3); revelação sem iluminação (IPe.1:10-12) e sem inspiração (Ap.10:3,4; Ex.20:1-22). E’ digno de nota que encontramos estes três ministérios do Espirito Santo mencionados em uma só passagem (ICo.2:9-13); a revelação no versículo 10; a iluminação no versículo 12 e a inspiração no versículo 13.
IV. AUTORIDADE: Dizemos que a bíblia é um livro que tem autoridade porque ela tem influência, prestígio e credibilidade (quanto a pureza na transcrição ou tradução), por isso deve ser obedecida porque procede de fonte infalível e autorizada.
A autoridade está vinculada a inspiração, canonicidade e credibilidade, sem os quais a autoridade da Bíblia não se estabeleceria. Assim, por ser inspirado, determinado trecho bíblico possui autoridade; por ser canônico, determinado livro bíblico possui autoridade, e por ter credibilidade, determinadas informações bíblicas possuem autoridade, sejam históricas, geográficas ou científicas.
Entretanto, nem tudo aquilo que é inspirado é autorizado, pois a autoridade de um livro trata de sua procedência, de sua autoria, e, portanto, de sua
veracidade. Deus é o Autor da Bíblia, e como tal ela possui autoridade, mas nem tudo que está registrado na Bíblia procedeu da boca de Deus. Por exemplo, o que Satanás disse para Eva foi registrado por inspiração, mas não é a verdade (Gn.3:4,5); o conselho que Pedro deu a Cristo (Mt.16:22); as acusações que Elifaz fez contra Jó (Jó.22:5-11), etc. Nenhuma dessas declarações representam o pensamento de Deus ou procedem dEle (procedem apenas por inspiração), e por isso não têm autoridade. Um texto também perde sua autoridade quando é retirado de seu contexto e lhe é atribuído um significado totalmente diferente daquele que tem quando inserido no contexto. As palavras ainda são inspiradas, mas o novo significado não tem autoridade.
ResponderExcluirV. CREDIBILIDADE OU VERACIDADE: Um livro tem credibilidade se relatou veridicamente os assuntos como aconteceram ou como eles são; e quando seu texto atual concorda com o escrito original.
Nesse caso credibilidade relaciona-se ao conteúdo do livro (original), e a pureza do texto atual (cópia ou tradução). Por exemplo, as palavras de Satanás em Gn.3:4,5 são inspiradas, mas não possuem autoridade, porque não é verdade, porém tem credibilidade ou veracidade (quanto a sua transcrição) porque foram registradas exatamente como Satanás disse. A veracidade das palavras de Satanás não se relacionam ao o que ele pronunciou, mas sim como ele as pronunciou.
A) Credibilidade do A.T.: Estabelecida por três fatos:
1) Autenticado por Jesus Cristo: Cristo recebeu o A.T. como relato verídico. Ele endossou grande número de ensinamentos do A.T., como, por exemplo: A criação do universo por Deus (Mc.3:19), a criação do homem (Mt.19:4,5), a existência de Satanás (Jo.8:44), o dilúvio (Lc.17:26,27), a destruição de Sodoma e Gomorra (Lc.17:28-30), a revelação de Deus a Moisés na sarça (Mc.12:26), a dádiva do maná (Jo.6:32), a experiência de Jonas dentro do grande peixe (Mt.12:39,40). Como Jesus era Deus manifesto em carne, Ele conhecia os fatos, e não podia se acomodar a idéias errôneas, e, ao mesmo tempo ser honesto. Seu testemunho deve, portanto, ser aceito como verdadeiro ou Ele deve ser rejeitado como Mestre religioso.
2) Prova Arqueológica e Histórica:
a) Arqueológica: Através da arqueologia, a batalha dos reis registrada em Gn.14 não pode mais ser posta em dúvida, já que as inscrições no Vale do Eufrates "mostram indiscutivelmente que os quatro reis mencionados na Bíblia como tendo participado desta expedição não são, como era dito displicentemente, ‘invenções etnológicas’, mas sim personagens históricos reais. Anrafel é identificado como o Hamurábi cujo maravilhoso código de leis foi tão recentemente descoberto por De Morgan em Susa". (Geo. F. Wright, O Testemunho dos Monumentos à Verdade das Escrituras).
As tábuas Nuzi esclarecem a ação de Sara e Raquel ao darem suas servas aos seus maridos (Jack Finegan, Ligth from the Ancient Past = Luz de um Passado Antigo).
Os hieróglifos egípcios indicam que a escrita já era conhecida mais de 1.000 anos antes de Abraão (James Orr, The Problem of the Old Testament = O Problema do Velho Testamento).
ResponderExcluirA arqueologia também confirma o fato de Israel ter vivido no Egito, como escravo, e ter sido liberto (Melvin G. Kyle, The Deciding Voice of the Monuments = A Voz Decisória dos Monumentos).
Muitas outras confirmações da veracidade dos relatos das Escrituras poderiam ser apresentados, mas esses são suficientes e devem servir como aviso aos descrentes com relação às coisas para as quais ainda não temos confirmação; podemos encontrá-la a qualquer hora.
b) Histórica: A história fornece muitas provas da exatidão das descrições bíblicas. Sabe-se que Salmanezer IV sitiou a cidade de Samaria, mas o rei da Assíria, que sabemos ter sido Sargom II, carregou o povo para a Síria (IIRs.17:3-6). A história mostra que ele reinou de 722-705 a.C. Ele é mencionado pelo nome apenas uma vez na Bíblia (Is.20:1). Nem Beltsazar (Dn.5), nem Dario, o Medo (Dn.6) são mais considerados como personagens fictícios.
3) As Escrituras possuem Integridade:
a) Integridade Topográfica e Geográfica: As descobertas arqueológicas provam que os povos, línguas, os lugares e os eventos mencionados nas Escrituras são encontrados justamente onde as Escrituras os localizam, no local exato e sob as circunstâncias geográficas exatas descritas na Bíblia.
b) Integridade Etnológica ou Racial: Todas as afirmações bíblicas sobre raças tem sido demonstrada como corretas com os fatos etnológicos revelados pela arqueologia.
c) Integridade Cronológica: A identificação bíblica de povos, lugares e acontecimentos com o período de sua ocorrência é corroborada pela cronologia síria e pelos fatos revelados pela arqueologia.
d) Integridade Histórica: O registro dos nomes e títulos dos reis está em harmonia perfeita com os registros seculares, conforme demonstrados por descobertas arqueológicas.
e) Integridade Canônica: A aceitação pela igreja em toda a era cristã, dos livros incluídos nas Escrituras que hoje possuímos, representa o endosso de sua integridade.
Exemplares do A.T. e do N.T. impressos em 1.488 e 1.516 d.C., concordam com os exemplares atuais. Portanto a Bíblia como a possuímos hoje, já existia há 400 anos passados.
Quando essas Bíblias foram impressas, certo erudito tinha em seu poder mais de 2.000 manuscritos. Esse número é sem dúvida suficiente para estabelecer a genuinidade e credibilidade do texto sagrado, e tem servido para restaurar ao texto sua pureza original, e fornecem proteção contra corrupções futuras (Ap.22:18-19; Dt.4:2;12:32).
Enquanto a integridade canônica da Bíblia se baseia em mais de 2.000 manuscritos, os escritos seculares, que geralmente são aceitos sem contestação, baseiam-se em apenas uma ou duas dezenas de exemplares.
ResponderExcluirAs quatro Bíblias mais antigas do mundo, datadas entre 300 e 400 d.C., correspondem exatamente a Bíblia como a possuímos atualmente.
B) Credibilidade do N.T.: Estabelecida por cinco fatos:
1) Escritores Competentes: Possuíam as qualificações necessárias, receberam investidura do Espirito Santo e assim escreveram não somente guiados pela memória, apresentações de testemunho oral e escrito, e discernimento espiritual, mas como escritores qualificados pelo Espirito Santo.
2) Escritores Honestos: O tom moral de seus escritos, sua preocupação com a verdade, e a circunstância de seus registros indicam que não eram enganadores intencionais mais sim homens honestos. O seu testemunho pôs em perigo seus interesses materiais, posição social, e suas próprias vidas. Por quê razão inventariam uma estória que condena a hipocrisia e é contrária a suas crenças herdadas, pagando com suas próprias vidas?
3) Harmonia do N.T.: Os sinópticos não se contradizem mas suplementam um ao outro. Os vinte e sete livros do N.T. apresentam um quadro harmonioso de Jesus Cristo e Sua obra.
4) Prova Histórica e Arqueológica:
a) Histórica: O recenseamento quando Quirino era Governador da Síria (Lc.2:2), os atos de Herodes o Grande (Mt.2:16-18), de Herodes Antipas (Mt.14:1-12), de Agripa I (At.12:1), de Gálio (At.18;12-17), de Agripa II (At.25:13-26:32) etc.
b) Arqueológica: As descobertas arqueológicas confirmam a veracidade do N.T. Quirino (Lc.2:2) foi Governador da Síria duas vezes (16-12 e 6-4 a.C.), sendo que Lucas se refere ao segundo período.
Lisânias, o Tetrarca é mencionado em uma inscrição no local de Abilene na época a que Lucas se refere.
Uma inscrição em Listra registra a dedicação da estátua Zeus (Júpiter) e Hermes (Mercúrio), o que mostra que esses deuses eram colocados no mesmo nível, no culto local, conforme descrito em At.14:12.
Uma inscrição de Pafos faz referência ao Proconsul Paulo, identificado como Sergio Paulo (At.13:7).
VI. INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE: Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras que, entendidas no sentido em que foram empregadas, entendidas no sentido que realmente se destinavam a ter, não expressam erro algum.
A inspiração garante a inerrância da Bíblia. Inerrância não significa que os escritores não tinham faltas na vida, mas que foram preservados de erros os seus ensinos. Eles podem ter tido concepções errôneas acerca de muitas coisas, mas não as ensinaram; por exemplo, quanto à terra, às estrelas, às leis naturais, à geografia, à vida política e social etc.
Também não significa que não se possa interpretar erroneamente o texto ou que ele não possa ser mal compreendido.
ResponderExcluirA inerrância não nega a flexibilidade da linguagem como veículo de comunicação. É muitas vezes difícil transmitir com exatidão um pensamento por causa desta flexibilidade de linguagem ou por causa de possível variação no sentido das palavras.
A Bíblia vem de Deus. Será que Deus nos deu um livro de instrução religiosa repleto de erros? Se ele possui erros sob a forma de uma pretensa revelação, perpetua os erros e as trevas que professa remover. Pode-se admitir que um Deus Santo adicione a sanção do seu nome a algo que não seja a expressão exata da verdade?.
Diz-se que a Bíblia é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. Se é parcialmente falsa, como se explica que Deus tenha posto o seu selo sobre toda ela? Se ela é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa, então a vida e a morte estão a depender de um processo de separação entre o certo e o errado, que o homem não pode realizar.
Cristo declara que a incredulidade é ofensa digna de castigo. Isto implica na veracidade daquilo que tem de ser crido, porque Deus não pode castigar o homem por descrer no que não é verdadeiro (Sl.119:140,142; Mt.5:18; Jo.10:35; Jo.17:17). Aqueles que negam a infalibilidade da Bíblia, geralmente estão prontos a confiar na falibilidade de suas próprias opiniões. Como exemplo de opinião falível encontramos aqueles que atribuem erro à passagem de IRs.7:23 onde lemos que o mar de fundição tinha dez côvados de diâmetro de uma borda até a outra, ao passo que um cordão de trinta côvados o cingia em redor. Sendo assim, tem-se dito que a Bíblia faz o valor do Pi ser 3 em vez de 3,1416. Mas uma vez que não sabemos se a linha em redor era na extremidade da borda ou debaixo da mesma, como parece sugerir o versículo seguinte (v.24) não podemos chegar a uma conclusão definitiva, e devemos ser cautelosos ao atribuir erro ao escritor.
Outro exemplo utilizado para contrariar a inerrância da Bíblia, encontra-se em ICo.10:8 onde lemos que 23.000 homens morreram no deserto, enquanto que Nm.25:9 diz que morreram 24.000. Acontece que em Números nós temos o número total dos mortos, ao passo que em I aos Coríntios nós temos o número parcial que somado ao restante dos homens relacionados nos versículos 9 e 10, deverá contabilizar o total de 24.000.
A inerrância não abrange as cópias dos manuscritos, mas atinge somente os autógrafos, isto é, os originais. Desse modo encontramos os seguintes tipos de erros nos manuscritos:
A) Erros Involuntários: Cometidos pelos escribas do N.T. devido a sua falta ou defeito de visão, defeitos de audição ou falhas mentais.
1) Falhas de Visão: Em Rm.6:5 muitos manuscritos (MSS) tem ama (juntos), mas há alguns que trazem alla (porém). Os dois lambdas juntos deram ao copista a idéia de um mi. Em At.15:40 onde há eplexamenoc (tendo escolhido) aparece no Códice Beza epdexamenoc
(tendo recebido) onde o lambda maiúsculo é confundido com um delta maiúsculo.
ResponderExcluirHá também confusão de sílabas, como é o caso de ITm.3:16 onde o manuscrito D traz homologoumen ôs (nós confessamos que) em vez de homologoumenôs (sem dúvida).
O erro visual chamado parablopse (um olhar ao lado) é facilitado pelo homoioteleuton, que é o final igual de duas linhas, levando o escriba a saltar uma delas, ou pelo homoioarchon, que são duas linhas com o mesmo início.
O Códice Vaticano, em Jo.17:15, não contém as palavras entre parênteses: "Não rogo que os tires do (mundo, mas que os guardes do) maligno". Consultando o N.T. grego veremos que as duas linhas terminavam de maneira idêntica, em autos ek tou, no manuscrito que o escriba de B copiava.
Lc.18:39 não aparece nos manuscritos 33, 57, 103 e b, devido a um final de frase igual na sentença anterior no manuscrito do qual eles se derivam.
O Códice Laudiano tem um exemplo no versículo 4 do Capítulo 2 do livro de Atos: "Et repleti sunt et repleti sunt omnes spiritu sancto", sendo este em caso de adição, chamado ditografia, que é a repetição de uma letra, sílaba ou palavras.
2) Falhas de Audição: Era costume muitos escribas se reunirem numa sala enquanto um leitor lhes ditava o texto sagrado. Desse modo o ouvido traía o escriba até mesmo quando o copista solitário ditava a si próprio. Em Rm.5:1 encontramos um destes casos, onde as variantes echômen e echomen foram confundidas. IPe.2:3 também apresenta um caso semelhante com as variantes cristos (Cristo) e crestos (gentil), esta última encontrada nos manuscritos K e L.
No grego coinê as vogais e ditongos pronunciavam-se de modo igual dentro das respectivas classes. É o caso de ICo.15:54 onde o termo nikos (vitória), foi confundido por neikos (conflito), sendo que aparece em P46 e B como "tragada foi a morte no conflito".
Em Ap.15:6 onde se lê "vestidos de linho puro" a palavra grega linon é substituída por lithon nos manuscritos A e C "vestidos de pedra pura". Desse modo uma só letra que o ouvido menos apurado não entendeu direito e que produziu completa mudança de sentido, torna-se erro grosseiro e hilariante.
3) Falhas da Mente: Quando a mente do escriba o traía, chegava a cometer erros que variavam desde a substituição de sinônimos, como o caso da preposição ek por apo, até a transposição de letras dentro de uma palavra, como o caso de Jo.5:39, onde Jesus disse "porque elas dão testemunho de mim" (ai marturousai) e o escriba do manuscrito D escreveu "porque elas pecam a respeito de mim" (hamartanousai).
B) Erros Intencionais: Erros que não se originaram de negligência ou distração dos escribas, mas antes de suspeita de alteração, principalmente doutrinária.
ResponderExcluir1) Harmonização: Ao copiar os sinópticos, o escriba era levado a harmonizar passagens paralelas. E’ o caso de Mt.12:13 onde se lê "...estende a tua mão. E ele estendeu; e ela foi restaurada como a outra". Em alguns manuscritos de Marcos o texto pára em "restaurada", sendo que em outros o escriba acrescentou as palavras "como a outra" para harmonizá-lo com Mateus.
Outro tipo de harmonização ocorre quando os escribas faziam o texto do N.T. conformar-se com o A.T. Por exemplo, em Mc.1:1 os escribas do W e Bizantinos mudaram "no profeta Isaias" para "nos profetas" porque verificaram que a citação não é só de Isaias.
2) Correções Doutrinárias: Certo escriba, copiando Mt.24:36 omitiu as palavras "nem o Filho", pois o escriba sabia que Jesus era onisciente, e deduziu que alguém havia cometido erro (Alefe, W, Bizantino).
Os manuscritos da Velha Latina e da Versão Gótica apresentam como acréscimo, em Lc.1:3, a frase "e ao Espírito Santo" como "empréstimo" de At.15:28.
3) Correções Exegéticas: Passagens de difícil interpretação eram alvo dos escribas que tentavam completar o seu sentido através de interpolação e supressões.
Um caso de interpolação encontra-se em Mt.26:15 onde as palavras "trinta moedas de prata" foram alteradas para "trinta estateres" nos MSS D, a e b, afim de definir o tipo de moeda mencionada. Mais tarde outros escribas (dos manuscritos 1, 209 e h) que conheciam os dois textos, juntaram-no produzindo a frase "trinta estateres de prata".
4) Acréscimos Naturais ou de Notas Marginais: Determinado leitor do Códice 1518 anotou nas margens de Tg.1:5 a expressão êgeumatikês kai ouk anthrôpines (espiritual e não humana). Quando este Códice foi copiado, o escriba do manuscritos 603 incluiu esta expressão no texto: "Se alguém de vós tem falta de sabedoria espiritual e não humana, peça-a a Deus...".
VII. AUTENTICIDADE OU GENUINIDADE: Dizemos que um livro é genuíno ou autêntico quando ele é escrito pela pessoa ou pessoas cujo nome ele leva, ou, se anônimo, pela pessoa ou pessoas a quem a tradição antiga o atribui, ou, se não for atribuído a algum autor ou autores específicos, à época que a tradição lhe atribui.
O Credo Apostólico não é genuíno porque não foi composto pelos apóstolos. As Viagens de Gulliver é genuíno, tendo sido escrito por Dean Swift, embora seus relatos sejam fictícios. Atos de Paulo não é genuíno, pois foi escrito por um sacerdote contemporâneo de Tertuliano. Desse modo a autenticidade relaciona-se ao autor e à época do livro, e todos os livros
da Bíblia possuem autenticidade comprovada pela tradição histórica e pela arqueologia (Gl.6:11; Cl.4:18).
ResponderExcluirVIII. CANONICIDADE: Por canonicidade das Escrituras queremos dizer que, de acordo com "padrões" determinados e fixos, os livros incluídos nelas são considerados partes integrantes de uma revelação completa e divina, a qual, portanto, é autorizada e obrigatória em relação à fé e à prática.
A palavra grega kanon derivou do hebraico kaneh que significa junco ou vara de medir (Ap.21:15); daí tomou o sentido de norma, padrão ou regra (Gl.6:16; Fp.3:16).
A) A fonte da Canonização: A Canonização de um livro da Bíblia não significa que a nação judaica ou a igreja tenha dado a esse livro a sua autoridade canônica; antes significa que sua autoridade, já tendo sido estabelecida em outras bases suficientes, foi consequentemente reconhecida como pertencente ao cânon e assim declarado pela nação judaica e pela igreja cristã.
B) O Critério Canônico (do Novo Testamento): Adotam-se 5 critérios canônicos.
1) Apostolicidade: O livro deveria ter sido escrito por um dos apóstolos ou por autor que tivesse relacionamento com um dos apóstolos (imprimatur apostólico).
2) Universalidade: Quando era impossível demonstrar a autenticidade apostólica, o critério de uso e circulação do livro na comunidade cristã universal era considerado para sua aferição canônica. O livro deveria ser aceito universalmente pela igreja para dela receber o seu imprimatur.
3) Conteúdo do Livro: O livro deveria possuir qualidades espirituais, e qualquer ficção que nele fosse encontrada tornava o escrito inaceitável.
4) Inspiração: O livro deveria possuir evidências de inspiração.
5) Leitura em Público: Nenhum livro seria admitido para leitura pública na igreja se não possuísse características próprias. Muitos livros eram bons e agradáveis para leitura particular, mas não podiam ser lidos e comentados publicamente, como se fazia com a lei e os profetas na sinagoga. É a esta leitura que Paulo exorta Timóteo a praticar (ITm.4:13).
C) Conclusão da Canonização (do Novo Testamento)
1) Concílio Damasino de Roma em 382 d.C.
2) Concílio de Cartago em 397 d.C.
IX. ANIMAÇÃO: É o poder inerente à Palavra de Deus para transmitir vitalidade ou vida ao ser humano.
O Sl.19:7 diz que "a lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma..." e no versículo 8 diz que "os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração..."
Somente algo que tem vida pode transmitir vida, e por isso mesmo somente a Bíblia, e nenhum outro livro pode fazê-lo, pois a Bíblia sendo a Palavra de Deus é viva: "A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que
espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração"(Hb.4:12).
ResponderExcluirA) A Palavra de Deus é Viva: O elemento da vida que aqui se declara é mais do que aquilo que agora tem autoridade em contraste com o que já se tornou letra morta; é mais do que alguma coisa que fornece nutrição. Mas as Escrituras são vivas porque é o hálito (espírito) do Deus Vivo (Jo.6:63; Jó 33:4). Assim tanto a Palavra Escrita (Logos) como a Palavra Falada (rêma) são possuidoras de vida. Não há diferença essencial entre elas, pois são apenas duas formas diferentes dela existir.
O trecho de Hb.4:12 diz que a Palavra de Deus é viva, e eficaz, é cortante, penetra e discerne.
Em IPe.1:23 lemos que a Palavra de Deus vive e permanece para sempre. Assim a Palavra de Deus possui vida eternamente (Sl.19:9;119:160).
B) A Palavra de Deus é Eficaz: A palavra grega usada neste trecho é energês de onde temos a palavra energia. Trata-se da energia que a vida vital fornece. Por isso a Palavra de Deus é comparada a uma poderosa espada de dois gumes com poder para cortar, penetrar e discernir. Quando o Espirito Santo empunha a Sua espada(Ef.6:17) uma energia é liberada dela para animar e realizar o seu propósito (Is.55:10,11). E’ com este poder inerente à Palavra de Deus que o Espirito Santo convence os contradizentes (Jo.16:8; ICo.2:4) porque a Palavra de Deus é como uma dinamite com poder (dinamos, Rm.1:16) para salvar e destruir (IICo.10:4,5;IICo.2:14,17; IJo.2:14; Jr.23:24).
A Palavra de Deus é como um nutriente alimento que fornece forças (IPe.2:2; Mt.4:4). Paulo escrevendo aos tessalonicenses, revela sua gratidão a Deus por haverem eles recebido a Palavra de Deus a qual estava operando (energizando) eficazmente neles (ITs.2:13). Paulo conhecia o poder da Palavra de Deus, por isso recomendou aos anciãos da igreja que a observassem porque ela "tem poder para edificar e dar herança entre todos os que são santificados" (At.20:32; Jo.5:39).
1) É eficaz na regeneração: Comparada com a "água" (Jo.3:5; Ef.5:26), a Palavra de Deus tem poder para regenerar, pois ela coopera com o E.S. na realização do novo nascimento (IPe.1:23; Tt.3:5; Jo.15:3; Ez.36:25-27; Jo.6:63; Tg.1:18,21; ICo.4:15; Rm.1:16).
2) É eficaz na santificação: A Palavra de Deus tem poder para santificar (Jo.17:17; Ef.5:26; Ez.36:25,27; IIPe.1:4; Sl.37:31;119:11). Com efeito, a santificação é pela fé (At.15:9 e 26:18) e a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm.10:17).
3) É eficaz na edificação: A Palavra de Deus tem poder para edificar (IPe.2:2; At.20:32; IIPe.3:18).
X. PRESERVAÇÃO: É a operação divina que garante a permanência da Palavra Escrita, com base na aliança que Deus fez acerca de Sua Palavra Eterna (Sl.119:89,152; Mt.24:35; IPe.1:23; Jo.10:35).
Os céus e a terra passarão (Hb.12:26,27; IIPe.3:10) mas a Palavra de Deus permanecerá (Mt.24:35; Hb.12:28; Is.40:8; IIPe.1:19).
ResponderExcluirA preservação das Escrituras, como o cuidado divino para a sua criação e formação do cânon, não foi acidental, nem incidental, mas sim o cumprimento de uma promessa divina. A Bíblia é eterna, ela permanece porque nenhuma Palavra que Jeová tenha dito pode ser removida ou abalada; nem uma vírgula ou um ponto do testemunho divino pode passar até que seja cumprido.
"Quando pensamos no fato da Bíblia ter sido objeto especial de infindável perseguição, a maravilha da sua sobrevivência se transforma em milagre... Por dois mil anos, o ódio do homem pela Bíblia tem sido persistente, determinado, incansável e assassino. Todo esforço possível tem sido feito para corroer a fé na inspiração e autoridade da Bíblia, e inúmeras operações têm sido levadas a efeito para fazê-la desaparecer. Decretos imperiais têm sido passados ordenando que todas as cópias existentes da Bíblia fossem destruídas, e quando essa medida não conseguiu exterminar e aniquilar a Palavra de Deus, ordens foram dadas para que qualquer pessoa que fosse encontrada com uma cópia das Escrituras fosse morta." (Arthur W. Pink. The Divine Inspiration of the Bible = A Inspiração Divina da Bíblia).
A Bíblia permanece até hoje porque o próprio Deus tem se empenhado em preservá-la. Quando o rei Jeoiaquim queimou um rolo das Escrituras, Deus mesmo determinou a Jeremias que rescrevesse as palavras que haviam sido queimadas (Jr.36:27,28), e ainda determinou maldições sobre o rei, por haver tentado destruir a Palavra de Deus (Jr.36:29,31). Ademais Deus acrescentou ao segundo rolo outras palavras que não se encontravam no primeiro (Jr.36:32), pois a Palavra de Deus sempre há de prevalecer sobre a palavra do homem (Jr.44:17,28; At.19:19,20).
Deve ficar esclarecido que Deus tem preservado apenas a Sua Palavra inspirada, aquilo que deve ser considerado como revelação de Deus, e por isso mesmo não foi preservado e não faz parte do Cânon Sagrado (ICr.29:29; IICr.9:29;12:15;13:22;20:34; IICr.24:27;26:22;33:19). Em IICo.7:8 Paulo faz menção a uma segunda carta que não consta do Novo Testamento, sendo que a segunda carta de Coríntios que temos na nossa Bíblia, provavelmente deveria ser a terceira.
Hoje a estratégia de Satanás sobre a Palavra de Deus é diferente, pois já que ele não consegue destruí-la, procura desacreditá-la (negando sua inspiração) e corrompê-la com interpretações pervertidas da verdade (ITm.4:1,2; IITs.2:9-12). A nós pois, como igreja, cabe a responsabilidade de defender e preservar a verdade (ITm.3:15) com o mesmo anseio que caracterizava a vida de Paulo (Fp.1:7,16).
XI. INTERPRETAÇÃO: É a elucidação ou explicação do sentido das palavras ou frases de um texto, para torná-los compreensivos.
A ciência da interpretação é designada hermenêutica, e, em razão de sua abrangência, requer um estudo especial separado da Bibliologia.
AGUARDE, BREVE; ESTUDOS DOUTRINÁRIOS E TEOLÓGICO
ResponderExcluir.
AGUARDE, BREVE; ESTUDOS DOUTRINÁRIOS E TEOLÓGICO
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Tabela de Profecias Messiânicas Cumpridas
ResponderExcluirA tabela seguinte apresenta algumas das muitíssimas profecias do Antigo Testamento que cumpriram em Cristo. As datas quando foram dadas as profecias são aproximadas
Data (a.C.)
Profecia Messiânica Texto no A.T. Cumprimento em Cristo
Seria semente da mulher. Gênesis 3:15 Lucas 1:31-35
742 Nasceria de uma virgem. Isaías 7:14 Mateus1:18-25
1042 Seria da linhagem de Davi. 2Samuel 7:12,13 Lucas 1:27,32
Mateus 1:1-16
1023 Seria adorado pelos magos. Salmos 72:11 Mateus 2:11
710 Nasceria em Belém. Miquéias 5:2 Mateus 2:1
1452 Uma estrela apareceria, e Números 24:17 Mateus 2:2
698 anunciaria seu nascimento. Isaías 60:3 Mateus 2:9,10
725 Seria chamado do Egito. Oséias 11:1 Mateus 2:15
1451 Seria um Profeta como Moisés, no qual as palavras julgariam ao povo. Dt. 18:15-19 João 7:15,16
João 12:47,48
698 Seria ungido pelo Espirito. Isaías 61:1 Mateus 3:16
Lucas 4:17-21
487 Entrada triunfal em Jerusalém montado em um jumento. Zacarias 9:9 Mateus 21:1-11
713 Milagres de cura no seu reino. Isaías 35:5,6 Mateus 11:4,5
742 Seria desprezado pelos judios. Isaías 53:1-3 João 1:11
1000 Seria aborrecido sem causa. Salmos 35:19 João 15:24,25
1000 Seria traído por um amigo. Salmos 41:9 João 13:18,19
487 Seria preso e seus seguidores o abando nariam e se dispersariam. Zacarias 13:7 Mateus 26:31
487 Seria vendido por trinta moedas de prata, que logo seriam jogadas no templo. Zacarias 11:12,13 Mateus 27:9,10
1047 Se juntariam judeus e gentis contra o Messias. Salmos 2:1-3 Atos 4:26,27
740 Pedra de tropeço para Israel. Isaías 8:14,15
Isaías 28:16
Salmos 118:22 1Pedro 2:6-8
710 O golpeariam no queixo. Miquéias 5:1 Lucas 22:63,64
712 O cuspiriam no rosto. Isaías 50:6 Mateus 26:27
Marcos 14:65
1017 Suas mãos e pés atravessados. Salmos 22:16 João 20:24-27
538 Seria executado, mas não por sua própria maldade. Isaías 53:5 João 19:6
1017 Escarnecido por seu inimigos. Salmos 22:7 Marcos 15:29,30
1000 Lhe dariam fel e vinagre. Salmos 69:21 Mateus 27:34,48
1017 Lançariam sorte sobre sua roupa. Salmos 22:18 Mateus 27:35
712 Seria contado com os transgressores. Isaías 53:12 Marcos 15:27,28
1000 Seus ossos não seriam quebrados. Salmo 34:20 João 19:33,36
487 Seu corpo seria traspassado. Zacarias 12:10 João 19:34-37
712 Seria sepultado com os ricos. Isaías 53:9 Mateus 27:57-60
1060 Ressuscitaria dos mortos. Salmos 16:10 Atos 2:25-32
1048 Ascenderia ao céu. Salmos 68:18 Atos 1:9
Efésios 4:8
538 Seria executado 69 semanas de anos (483 anos), depois do decreto para restaurar a Jerusalém. Foram dados três decretos. O de Artajerjes foi entre 454 a 444 a.C., o que colocaria seu cumprimento entre o ano 29 a 39 da era Cristã. Daniel 9:25,26 A cronologia Bíblica comparada com a Historia secular da sua época estabelece que Cristo foi crucificado aproximadamente no ano 30 d.C.
1000 Se sentaria a destra de Deus. Salmos 110:1 Atos 7:55,56
HERMENÊUTICA
ResponderExcluir"Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." (II Tm. 3.16,17)
"Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo." (2 Pd 1.20,21)
"Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e decaiais da vossa firmeza." (2 Pd 3.16,17)
Introdução
De muitas maneiras os homens se diferem entre si e esse fato, naturalmente, faz com que eles distanciem mentalmente uns dos outros na capacidade intelectual, no gosto estético, na qualidade moral e etc.
Alguns foram instruídos em conhecimentos intelectuais e outros não tiveram estas oportunidades e isto provoca divergências de interpretação.
Apesar destas divergências entre os homens, Deus tem um plano para os mesmos e este está revelado na Bíblia Sagrada.
Este plano de Deus traça um mesmo caminho para reunir uma grande família em Cristo Jesus, com a unificação dos povos sem distinção de cor, raça, sexo, nacionalidades, condições social e econômica. (Gl 3.28; Cl 3.11)
Diante deste quadro a aplicação da hermenêutica será imprescindível a unificação do conhecimento do Plano da Salvação para com todos os homens da terra.
Origem
A palavra HERMENÊUTICA é derivada do termo grego HERMENEUTIKE e o primeiro homem a empregá-la como termo técnico foi o filósofo Platão.
Definição
A hermenêutica é a ciência que estabelece os princípios, leis e métodos de interpretação. Em sua abrangência trata da teoria da interpretação de sinais, símbolos de uma cultura e leis.
Divisão
A divisão da hermenêutica é reconhecida como geral e específica. A geral é aquela que se aplica à interpretação de qualquer obra escrita. A específica é aquela que se aplica a determinados tipos de produção literais tais como: Leis, histórias, profecias, poesias, etc e que será tratada neste estudo por estar dentro do campo de aplicação a literatura sacra – A BÍBLIA como inspirada Palavra de Deus. (II Tm 3.16)
I – A NECESSIDADE DA HERMENÊUTICA
O pecado obscureceu o entendimento do homem e exerce influência perniciosa em sua mente e torna necessário o esforço especial para evitar erros. (II Pd 3.16 e De 7.10)
A aplicação e a conservação do caráter teológico da hermenêutica estão vinculadas ao recolhimento do princípio da inspiração divina da Bíblia Sagrada.
II – DISPOSIÇÕES NECESSÁRIAS PARA O ESTUDO DAS ESCRITURAS
Assim como para apreciar devidamente a poesia se necessita possuir um sentido especial para o belo e poético, e para o estudo da filosofia é necessário um espírito filosófico, assim é da maior importância uma disposição especial para o estudo proveitoso da Sagrada Escritura.
1. Necessita-se de um espírito respeitoso.
Um filho que não respeita, que caso fará dos conselhos, avisos e palavras de seu pai? A Bíblia é a revelação do Onipotente. "O homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito, e que treme da minha palavra." (Is 66.2)
2. Necessita-se de um espírito dócil.
ResponderExcluirIsto significa ausência de obstinação e teimosia diante da revelação divina. É preciso receber a Palavra de Deus com mansidão. (Tg 1.21)
3. Necessita-se de um espírito amante da verdade.
Um coração desejoso de conhecer a verdade (Jo 3.19-21)
4. Necessita-se de um espírito paciente.
Como o garimpeiro que cava e revolve a terra, buscando com diligência o metal precioso, da mesma maneira o estudioso das Escrituras deve pacientemente, buscar as revelações que Deus propôs e que em algumas partes é bastante profunda e de difícil interpretação.
5. Necessita-se de um espírito prudente.
Iniciando a leitura pelo mais simples e prosseguir para o mais difícil. "Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus... e ser-lhe-á concedida." (Tg 1.5)
III – MÉTODOS DA HERMENÊUTICA
Método é a maneira ordenada de fazer alguma coisa. É um procedimento seguido passo a passo com o objetivo de alcançar um resultado.
Durante séculos os eruditos religiosos procuraram todos os métodos possíveis para desvendar os tesouros da Bíblia e arquitetar meios de descobrir os seus segredos.
1. Método Analítico
É o método utilizado nos estudos pormenorizados com anotações de detalhes, por insignificantes que pareçam com a finalidade de descrevê-los e estudá-los em todas as suas formas. Os passos básicos deste método são:
a) Observação – É o passo que nos leva a extrair do texto o que realmente descreve os fatos, levando também em conta a importância das declarações e o contexto;
b) Interpretação – É o passo que nos leva a buscar a explicação e o significado (tanto para o autor quanto para o leitor) para entender a mensagem central do texto lido. A interpretação deverá ser conduzida dentro do contexto textual e histórico com oração e dependência total do Espírito Santo, analisando o significado das palavras e frases chaves, avaliando os fatos, investigando os pontos difíceis ou incertos, resumindo a mensagem do autor a seus leitores originais e fazer a contextualização (trazer a mensagem a nossa época ou ao nosso contexto);
c) Correlação – É o passo que nos leva a comparar narrativas ou mensagem de um fato escrito por vários autores, em épocas distintas em que cada um narra o fato, em ângulos não coincidentes como por exemplo a mesma narrativa descrita em Mc 10.46 e Lc 18.35, onde o primeiro descreve "saindo de Jericó" e o segundo "chegando em Jericó";
d) Aplicação – É o passo que nos leva a buscar mudanças de atitudes e de ações em função da verdade descoberta. É a resposta através da ação prática daquilo que se aprendeu.
ResponderExcluirUm exemplo de aplicação é o de pedir perdão e reconciliar-se com alguém ou mesmo o de adoração à Deus.
2. Método Sintético.
É o método utilizado nos estudos que abordam cada livro como uma unidade inteira e procura o seu sentido como um todo, de forma global. Neste caso determina-se as ênfases principais do livro ou seja, as palavras repetidas em todo o livro, mesmo em sinônimo e com isto a palavra-chave desenvolve o tema do livro estudado. Outra maneira de determinar a ênfase ou característica de um livro é observar o espaço dedicado a certo assunto. Como por exemplo, o capítulo 11 da Epístola aos Hebreus enfatiza a fé e em todos os demais capítulos ela enfatiza a palavra SUPERIOR. (De acordo com a versão Almeida Revista e Atualizada – ARA).
SUPERIOR:
a) Aos anjos – 1.4; f) Ao sacrifício – 9.23; l) Ao sacerdócio – 5 a 7;
b) A aliança – 7.22; g) Ao patrimônio – 10.34;
c) A bênção – 7.7.; h) A ressurreição – 11.35;
d) A esperança – 7.19; i) A pátria – 11.16;
e) A promessa – 8.6; j) A Moisés – 3.1 a 4;
3. Método Temático
É o método utilizado para estudar um livro com um assunto específico, ou seja, no estudo do livro terá um tema específico definido. Como exemplo temos a FÉ:
a) Salvadora – Ef. 2.8; d) Grande – Mt 15.21 a 28;
b) Comum – Tt 1.4; Jd 3; e) Vencedora – I Jo 5.4;
c) Pequena – Mt 14.28 a 31; f) Crescente – II Ts 1.3.
4. Método Biográfico de Estudo da Bíblia
Esta espécie de estudo bíblico é divertida, pois você tem a oportunidade de sondar o caráter das pessoas que o Espírito Santo colocou na Bíblia, e de aprender de suas vidas. Paulo, escrevendo aos Coríntios, disse: "Estas cousas lhes sobrevieram como exemplo, e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado." (I Cor. 10.11)
Sobre alguns personagens bíblicos muito foi escrito. Quando você estuda pessoas como Jesus, Abraão e Moisés, pode precisar restringir o estudo a áreas como, "A vida de Jesus como nos é revelada no Evangelho de João", "Moisés durante o Êxodo", ou "Que diz o Novo Testamento sobre Abraão". Lute sempre para manter os seus estudos bíblicos em tamanho manejável.
b. Estudo Biográfico Básico.
PASSO UM – Escolha a pessoa que você quer estudar e estabeleça os limites do estudo (por exemplo, "Vida de Davi, antes de tornar-se rei"). Usando uma concordância ou um
índice enciclopédico, localize as referências que têm relação com a pessoa do estudo. Leia-as várias vezes e faça resumo de cada uma delas.
ResponderExcluir1) – Observações – Anote todo e qualquer pormenor que notar sobre essa pessoa. Quem era? O que fazia? Onde morava? Quando viveu? Por que fez o que fez? Como levou a efeito? Anote minúcias sobre ela e seu caráter.
2) – Dificuldades – Escreva o que você não entende acerca dessa pessoa e de acontecimentos de sua vida.
3) – Aplicações possíveis – Anote várias destas durante o transcurso do seu estudo, e escreva um "A" na margem. Ao concluir o seu estudo, você voltará a estas aplicações possíveis e escolherá aquela que o Espírito Santo destacar.
PASSO DOIS – Com divisão em parágrafos, escreva um breve esboço da vida da pessoa. Inclua os acontecimentos e características importantes, declarando os fatos, sem interpretação. Quando possível, mantenha o material em ordem cronológica.
b) Estudo Biográfico Avançado.
Os seguintes passos podem ser acrescentados quando você achar que o ajudarão em seus estudos biográficos. São facultativos e só devem ser incluídos progressivamente, à medida que você ganhe confiança e prática.
Trace o fundo histórico da pessoa. Use um dicionário bíblico para ampliar este passo somente quando necessário. As seguintes perguntas haverão de estimular o seu pensamento.
1) – Quando viveu a pessoa? Quais eram as condições políticas, sociais, religiosas e econômicas da sua época?
2) – Onde a pessoa nasceu? Quem foram seus pais? Houve alguma coisa de incomum em torno do seu nascimento e da sua infância?
3) – Qual a sua vocação? Era mestre, agricultor, ou tinha alguma outra ocupação? Isto influenciou o seu ministério posterior? Como?
4) – Quem foi seu cônjuge? Tiveram filhos? Como eram eles? Ajudaram ou estorvaram a sua vida e o seu ministério?
5) – Faça um gráfico das viagens da pessoa. Aonde ela foi? Por que? Que fez?
6) – Como a pessoa morreu? Houve alguma coisa extraordinária em sua vida?
5. Método de Estudo Indutivo.
a) O método indutivo se baseia na convicção de que o Espírito Santo ilumina a quem examina as escrituras com sinceridade, e que a maior parte da Bíblia não é tão complicada que quem saiba ler não possa entendê-la. Os Judeus da Bereia foram elogiados por examinarem cada dia as escrituras "se estas coisas eram assim". (At 17.10,11)
b) É óbvio que obras literárias tem "partes" que se formam no "todo". Existe uma ordem crescente de partes, de unidades simples e complexas, até se formarem na obra completa.
ResponderExcluirc) A unidade literária menor, que o Estudo Bíblico Indutivo (EBI) emprega, é a palavra. Organizam-se palavras em frases, frases em períodos, períodos em parágrafos, parágrafos em seções, seções em divisões, e por fim, a obra completa.
PALAVRA – Unidade menor;
FRASES – Reunião de palavras que formam um sentido completo;
PERÍODO – Reunião de frases ou orações que formam sentido completo;
PARÁGRAFOS – Um discurso ou capítulo que forma sentido completo, e que usualmente se inicia com mudança de linha.
SEÇÃO – Parte de um todo, divisão ou subdivisão de uma obra, tratado, estudo.
IV – EXEGESE
Exegese é o estudo cuidadoso e sistemático de um texto para comentários, visando o esclarecimento ou interpretação do mesmo. É o estudo objetivando subsidiar o passo da interpretação do método analítico da hermenêutica. Este estudo é desenvolvido sob as indagações de um contexto histórico e literário.
1. Pré-requisitos para uma boa exegese.
a) Tenha uma vida afinada com o Espírito Santo, pois Ele é o melhor interprete da Bíblia – (Jo 16.13; 14.26; I Cor 2.9 e 10; I Jo 2.20 e 27);
b) Vá você mesmo diretamente ao texto não permitindo que alguém pense por você, evitando assim a dependência de outra pessoa para que você desenvolva ao máximo o seu potencial próprio.
c) Procure o significado de cada palavra dentro do seu contexto. Deve ser tomado conforme o sentido da frase nas Escrituras, porque as palavras variam muito em suas significações.
2. Aplicação da exegese.
A aplicação da exegese é realizada a partir das indagações básicas sobre o contexto e o conteúdo do texto em exame.
a) Texto – O capítulo, parágrafo ou porção bíblica que encerra uma idéia completa, que se pretende estudar. Ex.: Mateus 5.1-12; I Coríntios 11.1-3; João 14,6, etc.
b) Contexto – A parte que antecede o texto e a parte que é precedida pelo texto. Ex.: Texto João 14.6, Contexto Gênesis 1.1 a João 14.5 e João 14.7 a Apocalipse 22.21.
Obs.: As vezes tomando-se o contexto próximo do texto, é o suficiente para uma
interpretação correta. Outras vezes será necessário lançar mão do capítulo inteiro, ou do livro inteiro, ou ainda da Bíblia toda.
ResponderExcluirV – REGRAS FUNDAMENTAIS DE INTERPRETAÇÃO
Não devemos nos esquecer que a primeira pessoa a interpretar as Escrituras, de forma distorcida, foi o diabo. Ele deu à palavra divina um sentido que ela não tinha, falseando astutamente a verdade. (Gn 3.1)
Os seus imitadores, conscientes e inconscientes, têm perpetuado este procedimento enganando à humanidade com falsas interpretações das Escrituras Sagradas.
A maior de todas as regras é: A ESCRITURA É EXPLICADA PELA PRÓPRIA ESCRITURA, ou seja, A BÍBLIA, SUA PRÓPRIA INTERPRETE.
1. Primeira Regra – É preciso, o quanto seja possível, tomar as palavras em seu sentido usual e comum.
Porém, tenha-se sempre presente a verdade de que o sentido usual e comum não eqüivale sempre ao sentido literal.
Exemplo: Gn 6.12 = A palavra CARNE (no sentido usual e comum significa pessoa)
A palavra CARNE (no sentido literal significa tecido muscular)
2. Segunda Regra – É de todo necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase.
Exemplos:
a) FÉ em Gl 1.23 = significa crença, ou seja, doutrina do Evangelho.
FÉ em Rm 14.23 = significa convicção.
b) GRAÇA em Ef 2.8 = significa misericórdia, bondade de Deus.
GRAÇA em At. 14.3 = significa pregação do Evangelho.
c) CARNE em Ef. 2.3 = significa desejos sensuais.
CARNE em I Tm 3.16 = significa forma humana.
CARNE em Gn 6.12 = significa pessoas.
3. Terceira Regra – É necessário tomar as palavras no sentido indicado no contexto, a saber, os versículos que estão antes e os que estão depois do texto que se está estudando.
No contexto achamos expressões, versículos ou exemplos que nos esclarecem e definem o significado da palavra obscura no texto que estamos estudando.
4. Quarta Regra – É preciso levar em consideração o objetivo ou desígnio do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras.
O objetivo ou desígnio de um livro ou passagem se adquire, sobretudo, lendo-o e estudando-o com atenção e repetidas vezes, tendo em conta em que ocasião e a quais
pessoas originalmente foi escrito. Alguns livros da Bíblia já trazem estas informações. Ex.: Provérbios 1.1-4.
ResponderExcluir5. Quinta Regra – É necessário consultar as passagens paralelas, "explicando cousas espirituais pelas espirituais". (I Cor. 2.13)
Passagens paralelas são as que fazem referência uma à outra, que tem entre si alguma relação, ou tratam de um modo ou outro de um mesmo assunto.
Existe paralelos de palavras, paralelos de idéias e paralelos de ensinos gerais.
a) Paralelos de palavras – Quando lemos um texto e encontramos nele uma palavra duvidosa, recorremos a outro texto que contenha palavra idêntica e assim, entendemos o seu significado. Ex.: "Trago no corpo as marcas de Jesus." (Gl 6.17). Fica mais fácil o seu entendimento quando lemos a passagem paralela: "Trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus (I Cor. 4.10).
b) Paralelos de Idéias – Para conseguir idéia completa e exata do que ensina determinado texto, talvez obscuro ou discutível, consulta-se não somente as palavras paralelas, mas os ensinos, as narrativas e fatos contidos em textos ou passagens que se relacionem com o dito texto obscuro ou discutível. Tais textos ou passagens chamam-se paralelos de idéias.
Ex.: "Sobre esta pedra edificarei a minha igreja". (Mt 16.16) Quem é esta pedra? Se pegarmos em I Pd 2.4, a idéia paralela: "E, chegando-vos para ele, (Jesus) pedra viva..." entenderemos que a pedra é Cristo.
Outro exemplo: Em Gl 6.15, o que é de valor para Cristo é a nova criatura. Que significa esta expressão figurada? Consultando o paralelo de 2 Cor. 5.17, verificamos que a nova criatura é a pessoa que "esta em Cristo", para a qual "as cousas antigas passaram", e "se fizeram novas".
c) Paralelos de ensinos gerais – Para a correta interpretação de determinadas passagens não são suficientes os paralelos de palavras e de idéias, é preciso recorrer ao teor geral, ou seja, aos ensinos gerais das Escrituras.
Exemplos: - O ensino de que "o homem é justificado pela fé sem as obras da lei", só será bem compreendido, com a ajuda dos ensinos gerais na Bíblia toda.
- Segundo o teor ou ensino geral das Escrituras, Deus é um espírito onipotente, puríssimo, santíssimo, conhecedor de todas as cousas e em todas as partes presente. Porém há textos que, aparentemente, nos apresentam um Deus como o ser humano, limitando-o a tempo ou lugar, diminuindo em algum sentido sua pureza ou santidade, seu poder ou sabedoria; tais textos devem ser interpretados à luz dos ensinos gerais das Escrituras.
VI – FIGURAS DE RETÓRICA
Exporemos em seguida uma série de figuras com seus correspondentes exemplos, que precisam ser estudados detidamente e repetidas vezes.
1. Metáfora.
ResponderExcluirEsta figura tem por base alguma semelhança entre dois objetos ou fatos, caracterizando-se um com o que é próprio do outro.
Exemplo: Ao dizer Jesus: "Eu Sou a Videira Verdadeira", Jesus se caracterizou com o que é próprio e essencial da videira (pé de uva); e ao dizer aos discípulos: "Vós sois as varas", caracterizou-os com o que é próprio das varas.
Outros exemplos: "Eu Sou o Caminho", "Eu Sou o Pão Vivo", "Judá é Leãozinho", "Tu és minha Rocha", etc.
2. Sinédoque.
Faz-se uso desta figura quando se toma a parte pelo todo ou o todo pela parte, o plural pelo singular, o gênero pela espécie, ou vice-versa.
Exemplos: Toma a parte pelo todo: "Minha carne repousará segura", em vez de dizer: meu corpo. (Sl 16.9)
Toma o todo pela parte: "...beberdes o cálice", em lugar de dizer: do cálice, ou seja, parte do que há no cálice.
3. Metonímia.
Emprega-se esta figura quando se emprega a causa pelo efeito, ou o sinal ou símbolo pela realidade que indica o símbolo.
Exemplos: Jesus emprega a causa pelo efeito: "Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos", em lugar de dizer que têm os escritos de Moisés e dos profetas. (Lc 16.29)
Jesus emprega o símbolo pela realidade que o mesmo indica: "Se eu não te lavar, não tem parte comigo." Lavar é o símbolo da regeneração.
4. Prosopopéia.
Esta figura é usada quando se personificam as cousas inanimadas, atribuindo-se-lhes os feitos e ações das pessoas.
Exemplos: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão?" (I Cor 15.55) Paulo trata a morte como se fosse uma pessoa.
"Os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas." (Is 55.12)
"Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar." (Sl 85.10,11)
5. Ironia.
Faz-se uso desta figura quando se expressa o contrário do que se quer dizer, porém sempre de tal modo que se faz ressaltar o sentido verdadeiro.
Exemplo: "Clamai em altas vozes... e despertará." Elias dá a entender que chamar por Baal é completamente inútil. (1 Rs 18.27)
6. Hipérbole.
É a figura pela qual se representa uma cousa como muito maior ou menor do que em realidade é, para apresentá-la viva à imaginação. É um exagero.
Exemplos: "Vimos ali gigantes... e éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos... as cidades são grandes e fortificadas até aos céus." (Num. 13.33)
"Nem no mundo inteiro caberiam os livros que seria, escritos". (Jo. 21.25)
"Rios de águas correm dos meus olhos, porque não guardam a tua lei". (Sl 119.136)
7. Alegoria.
É uma figura retórica que geralmente consta de várias metáforas unidas, representando cada uma delas realidades correspondentes.
Exemplo: "Eu Sou o Pão Vivo que desceu do céu, se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo, é a minha carne... Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna", etc. Esta alegoria tem sua interpretação nesta mesma passagem das Escrituras. (Jo 6.51-65)
8. Fábula.
É uma alegoria histórica, na qual um fato ou alguma circunstância se expõe em forma de narração mediante a personificação de cousas ou de animais.
Exemplo: "O cardo que está no Líbano, mandou dizer ao cedro que lá está: Dá tua filha por mulher a meu filho; mas os animais do campo, que estavam no Líbano, passaram e pisaram o cardo." (2 Rs 14.9) Com esta fábula Jeoás, rei de Israel, responde a proposta de guerra feita por Amazias, rei de Judá.
9. Enigma.
Exemplo: "Do comedor saiu comida e do forte saiu doçura." (Jz 14.14)
10. Tipo.
Exemplos: A serpente de metal levantada no deserto foi mencionada por Jesus como um tipo para representar sua morte na cruz. (Jo 3.14)
Jonas no ventre do grande peixe, foi usado como tipo por Jesus para representar a sua morte e ressurreição. (Mt 12.40)
O primeiro Adão é um tipo para Cristo o último Adão. (I Cor 15.45)
ResponderExcluir11. Símbolo.
Representa alguma cousa ou algum fato por meio de outra cousa ou fato familiar que se considera a propósito para servir de semelhança ou representação.
Exemplos: Representa-se: A majestade pelo leão, a força pelo cavalo, a astúcia pela serpente, o corpo de Cristo pelo pão, o sangue de Cristo pelo cálice, etc.
12. Parábola.
Apresentada sob a forma de narração, relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis, sempre com o objetivo de ilustrar uma ou várias verdades importantes.
Exemplos: O Semeador (Mt 13.3-8); Ovelha perdida, dracma perdida e filho pródigo (Lc. 15), etc.
13. Símile.
Procede da palavra latina "similis" que significa semelhante ou parecido a outro. É uma analogia. Comparação de cousas semelhantes.
Exemplos: "Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim (do mesmo modo) é grande a sua misericórdia para com os que o temem". (Sl 103.11);
"Como o pai se compadece de seus filhos, assim (do mesmo modo) o Senhor se compadece dos que o temem". (Sl 103.13)
14. Interrogação.
Somente quando a pergunta encerra uma conclusão evidente é que é uma figura literária.
"Interrogação é uma figura pela qual o orador se dirige ao seu interlocutor, ou adversário, ou ao público, em tom de pergunta, sabendo de antemão que ninguém vai responder."
Exemplos: "Não fará justiça o Juiz de toda a terra?" (Gn 18.25)
"Não são todos eles espíritos ministradores enviados para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvação?" (Hb 1.14)
"Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?" (Rm 8.33)
"Com um beijo trais o Filho do homem?" (Lc 22.48)
15. Apóstrofe.
O vocábulo indica que o orador se volve de seus ouvintes imediatos para dirigir-se a uma pessoa ou cousa ausente ou imaginária.
Exemplos: "Ah, Espada do Senhor, até quando deixarás de repousar?" (Jr 47.6)
"Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão!" (2 Sm 18.33).
16. Antítese.
"Inclusão, na mesma frase, de duas palavras, ou dois pensamentos, que fazem contraste um com o outro."
Exemplos: "Vê que proponho hoje a vida e o bem, a morte e o mal." (Dt 30.15)
"Entrai pela porta estreita (larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz a perdição e são muitos os que entram por ela) porque estreita é a porta e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela." (Mt 7.13,14)
17. Provérbio.
Trata-se de um ditado comum. Exemplos: "Médico cura-te a ti mesmo" (Lc 4.23); "Nenhum profeta é bem recebido em sua própria terra." (Mt 6.4; Mt 13.57)
18. Paradoxo.
Denomina-se paradoxo a uma preposição ou declaração oposta à opinião comum.
Exemplos: "Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos". (Mt 8.22)
"Coais o mosquito e engolis o camelo". (Mt 23.24)
" Porque quando sou fraco, então é que sou forte". (2 Cor 12.10)
Conclusão.
O que temos estudado aqui é apenas subsídios para uma interpretação mais segura. De maneira nenhuma queremos com isto substituir o método mais antigo e eficaz que existe: A leitura humilde regada de oração, jejum, e na total dependência do maior interprete das Escrituras Sagradas – O Espírito Santo.
O primeiro Adão é um tipo para Cristo o último Adão. (I Cor 15.45)
ResponderExcluir11. Símbolo.
Representa alguma cousa ou algum fato por meio de outra cousa ou fato familiar que se considera a propósito para servir de semelhança ou representação.
Exemplos: Representa-se: A majestade pelo leão, a força pelo cavalo, a astúcia pela serpente, o corpo de Cristo pelo pão, o sangue de Cristo pelo cálice, etc.
12. Parábola.
Apresentada sob a forma de narração, relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis, sempre com o objetivo de ilustrar uma ou várias verdades importantes.
Exemplos: O Semeador (Mt 13.3-8); Ovelha perdida, dracma perdida e filho pródigo (Lc. 15), etc.
13. Símile.
Procede da palavra latina "similis" que significa semelhante ou parecido a outro. É uma analogia. Comparação de cousas semelhantes.
Exemplos: "Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim (do mesmo modo) é grande a sua misericórdia para com os que o temem". (Sl 103.11);
"Como o pai se compadece de seus filhos, assim (do mesmo modo) o Senhor se compadece dos que o temem". (Sl 103.13)
14. Interrogação.
Somente quando a pergunta encerra uma conclusão evidente é que é uma figura literária.
"Interrogação é uma figura pela qual o orador se dirige ao seu interlocutor, ou adversário, ou ao público, em tom de pergunta, sabendo de antemão que ninguém vai responder."
Exemplos: "Não fará justiça o Juiz de toda a terra?" (Gn 18.25)
"Não são todos eles espíritos ministradores enviados para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvação?" (Hb 1.14)
"Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?" (Rm 8.33)
"Com um beijo trais o Filho do homem?" (Lc 22.48)
15. Apóstrofe.
O vocábulo indica que o orador se volve de seus ouvintes imediatos para dirigir-se a uma pessoa ou cousa ausente ou imaginária.
Exemplos: "Ah, Espada do Senhor, até quando deixarás de repousar?" (Jr 47.6)
"Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão!" (2 Sm 18.33).
16. Antítese.
"Inclusão, na mesma frase, de duas palavras, ou dois pensamentos, que fazem contraste um com o outro."
Exemplos: "Vê que proponho hoje a vida e o bem, a morte e o mal." (Dt 30.15)
"Entrai pela porta estreita (larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz a perdição e são muitos os que entram por ela) porque estreita é a porta e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela." (Mt 7.13,14)
17. Provérbio.
Trata-se de um ditado comum. Exemplos: "Médico cura-te a ti mesmo" (Lc 4.23); "Nenhum profeta é bem recebido em sua própria terra." (Mt 6.4; Mt 13.57)
18. Paradoxo.
Denomina-se paradoxo a uma preposição ou declaração oposta à opinião comum.
Exemplos: "Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos". (Mt 8.22)
"Coais o mosquito e engolis o camelo". (Mt 23.24)
" Porque quando sou fraco, então é que sou forte". (2 Cor 12.10)
Conclusão.
O que temos estudado aqui é apenas subsídios para uma interpretação mais segura. De maneira nenhuma queremos com isto substituir o método mais antigo e eficaz que existe: A leitura humilde regada de oração, jejum, e na total dependência do maior interprete das Escrituras Sagradas – O Espírito Santo.
1. Metáfora.
ResponderExcluirEsta figura tem por base alguma semelhança entre dois objetos ou fatos, caracterizando-se um com o que é próprio do outro.
Exemplo: Ao dizer Jesus: "Eu Sou a Videira Verdadeira", Jesus se caracterizou com o que é próprio e essencial da videira (pé de uva); e ao dizer aos discípulos: "Vós sois as varas", caracterizou-os com o que é próprio das varas.
Outros exemplos: "Eu Sou o Caminho", "Eu Sou o Pão Vivo", "Judá é Leãozinho", "Tu és minha Rocha", etc.
2. Sinédoque.
Faz-se uso desta figura quando se toma a parte pelo todo ou o todo pela parte, o plural pelo singular, o gênero pela espécie, ou vice-versa.
Exemplos: Toma a parte pelo todo: "Minha carne repousará segura", em vez de dizer: meu corpo. (Sl 16.9)
Toma o todo pela parte: "...beberdes o cálice", em lugar de dizer: do cálice, ou seja, parte do que há no cálice.
3. Metonímia.
Emprega-se esta figura quando se emprega a causa pelo efeito, ou o sinal ou símbolo pela realidade que indica o símbolo.
Exemplos: Jesus emprega a causa pelo efeito: "Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos", em lugar de dizer que têm os escritos de Moisés e dos profetas. (Lc 16.29)
Jesus emprega o símbolo pela realidade que o mesmo indica: "Se eu não te lavar, não tem parte comigo." Lavar é o símbolo da regeneração.
4. Prosopopéia.
Esta figura é usada quando se personificam as cousas inanimadas, atribuindo-se-lhes os feitos e ações das pessoas.
Exemplos: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão?" (I Cor 15.55) Paulo trata a morte como se fosse uma pessoa.
"Os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas." (Is 55.12)
"Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar." (Sl 85.10,11)
5. Ironia.
Faz-se uso desta figura quando se expressa o contrário do que se quer dizer, porém sempre de tal modo que se faz ressaltar o sentido verdadeiro.
Exemplo: "Clamai em altas vozes... e despertará." Elias dá a entender que chamar por Baal é completamente inútil. (1 Rs 18.27)
6. Hipérbole.
É a figura pela qual se representa uma cousa como muito maior ou menor do que em realidade é, para apresentá-la viva à imaginação. É um exagero.
Exemplos: "Vimos ali gigantes... e éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos... as cidades são grandes e fortificadas até aos céus." (Num. 13.33)
"Nem no mundo inteiro caberiam os livros que seria, escritos". (Jo. 21.25)
"Rios de águas correm dos meus olhos, porque não guardam a tua lei". (Sl 119.136)
7. Alegoria.
É uma figura retórica que geralmente consta de várias metáforas unidas, representando cada uma delas realidades correspondentes.
Exemplo: "Eu Sou o Pão Vivo que desceu do céu, se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo, é a minha carne... Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna", etc. Esta alegoria tem sua interpretação nesta mesma passagem das Escrituras. (Jo 6.51-65)
8. Fábula.
É uma alegoria histórica, na qual um fato ou alguma circunstância se expõe em forma de narração mediante a personificação de cousas ou de animais.
Exemplo: "O cardo que está no Líbano, mandou dizer ao cedro que lá está: Dá tua filha por mulher a meu filho; mas os animais do campo, que estavam no Líbano, passaram e pisaram o cardo." (2 Rs 14.9) Com esta fábula Jeoás, rei de Israel, responde a proposta de guerra feita por Amazias, rei de Judá.
9. Enigma.
Exemplo: "Do comedor saiu comida e do forte saiu doçura." (Jz 14.14)
10. Tipo.
Exemplos: A serpente de metal levantada no deserto foi mencionada por Jesus como um tipo para representar sua morte na cruz. (Jo 3.14)
Jonas no ventre do grande peixe, foi usado como tipo por Jesus para representar a sua morte e ressurreição. (Mt 12.40)
pessoas originalmente foi escrito. Alguns livros da Bíblia já trazem estas informações. Ex.: Provérbios 1.1-4.
ResponderExcluir5. Quinta Regra – É necessário consultar as passagens paralelas, "explicando cousas espirituais pelas espirituais". (I Cor. 2.13)
Passagens paralelas são as que fazem referência uma à outra, que tem entre si alguma relação, ou tratam de um modo ou outro de um mesmo assunto.
Existe paralelos de palavras, paralelos de idéias e paralelos de ensinos gerais.
a) Paralelos de palavras – Quando lemos um texto e encontramos nele uma palavra duvidosa, recorremos a outro texto que contenha palavra idêntica e assim, entendemos o seu significado. Ex.: "Trago no corpo as marcas de Jesus." (Gl 6.17). Fica mais fácil o seu entendimento quando lemos a passagem paralela: "Trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus (I Cor. 4.10).
b) Paralelos de Idéias – Para conseguir idéia completa e exata do que ensina determinado texto, talvez obscuro ou discutível, consulta-se não somente as palavras paralelas, mas os ensinos, as narrativas e fatos contidos em textos ou passagens que se relacionem com o dito texto obscuro ou discutível. Tais textos ou passagens chamam-se paralelos de idéias.
Ex.: "Sobre esta pedra edificarei a minha igreja". (Mt 16.16) Quem é esta pedra? Se pegarmos em I Pd 2.4, a idéia paralela: "E, chegando-vos para ele, (Jesus) pedra viva..." entenderemos que a pedra é Cristo.
Outro exemplo: Em Gl 6.15, o que é de valor para Cristo é a nova criatura. Que significa esta expressão figurada? Consultando o paralelo de 2 Cor. 5.17, verificamos que a nova criatura é a pessoa que "esta em Cristo", para a qual "as cousas antigas passaram", e "se fizeram novas".
c) Paralelos de ensinos gerais – Para a correta interpretação de determinadas passagens não são suficientes os paralelos de palavras e de idéias, é preciso recorrer ao teor geral, ou seja, aos ensinos gerais das Escrituras.
Exemplos: - O ensino de que "o homem é justificado pela fé sem as obras da lei", só será bem compreendido, com a ajuda dos ensinos gerais na Bíblia toda.
- Segundo o teor ou ensino geral das Escrituras, Deus é um espírito onipotente, puríssimo, santíssimo, conhecedor de todas as cousas e em todas as partes presente. Porém há textos que, aparentemente, nos apresentam um Deus como o ser humano, limitando-o a tempo ou lugar, diminuindo em algum sentido sua pureza ou santidade, seu poder ou sabedoria; tais textos devem ser interpretados à luz dos ensinos gerais das Escrituras.
VI – FIGURAS DE RETÓRICA
Exporemos em seguida uma série de figuras com seus correspondentes exemplos, que precisam ser estudados detidamente e repetidas vezes.
interpretação correta. Outras vezes será necessário lançar mão do capítulo inteiro, ou do livro inteiro, ou ainda da Bíblia toda.
ResponderExcluirV – REGRAS FUNDAMENTAIS DE INTERPRETAÇÃO
Não devemos nos esquecer que a primeira pessoa a interpretar as Escrituras, de forma distorcida, foi o diabo. Ele deu à palavra divina um sentido que ela não tinha, falseando astutamente a verdade. (Gn 3.1)
Os seus imitadores, conscientes e inconscientes, têm perpetuado este procedimento enganando à humanidade com falsas interpretações das Escrituras Sagradas.
A maior de todas as regras é: A ESCRITURA É EXPLICADA PELA PRÓPRIA ESCRITURA, ou seja, A BÍBLIA, SUA PRÓPRIA INTERPRETE.
1. Primeira Regra – É preciso, o quanto seja possível, tomar as palavras em seu sentido usual e comum.
Porém, tenha-se sempre presente a verdade de que o sentido usual e comum não eqüivale sempre ao sentido literal.
Exemplo: Gn 6.12 = A palavra CARNE (no sentido usual e comum significa pessoa)
A palavra CARNE (no sentido literal significa tecido muscular)
2. Segunda Regra – É de todo necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase.
Exemplos:
a) FÉ em Gl 1.23 = significa crença, ou seja, doutrina do Evangelho.
FÉ em Rm 14.23 = significa convicção.
b) GRAÇA em Ef 2.8 = significa misericórdia, bondade de Deus.
GRAÇA em At. 14.3 = significa pregação do Evangelho.
c) CARNE em Ef. 2.3 = significa desejos sensuais.
CARNE em I Tm 3.16 = significa forma humana.
CARNE em Gn 6.12 = significa pessoas.
3. Terceira Regra – É necessário tomar as palavras no sentido indicado no contexto, a saber, os versículos que estão antes e os que estão depois do texto que se está estudando.
No contexto achamos expressões, versículos ou exemplos que nos esclarecem e definem o significado da palavra obscura no texto que estamos estudando.
4. Quarta Regra – É preciso levar em consideração o objetivo ou desígnio do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras.
O objetivo ou desígnio de um livro ou passagem se adquire, sobretudo, lendo-o e estudando-o com atenção e repetidas vezes, tendo em conta em que ocasião e a quais
ResponderExcluirc) A unidade literária menor, que o Estudo Bíblico Indutivo (EBI) emprega, é a palavra. Organizam-se palavras em frases, frases em períodos, períodos em parágrafos, parágrafos em seções, seções em divisões, e por fim, a obra completa.
PALAVRA – Unidade menor;
FRASES – Reunião de palavras que formam um sentido completo;
PERÍODO – Reunião de frases ou orações que formam sentido completo;
PARÁGRAFOS – Um discurso ou capítulo que forma sentido completo, e que usualmente se inicia com mudança de linha.
SEÇÃO – Parte de um todo, divisão ou subdivisão de uma obra, tratado, estudo.
IV – EXEGESE
Exegese é o estudo cuidadoso e sistemático de um texto para comentários, visando o esclarecimento ou interpretação do mesmo. É o estudo objetivando subsidiar o passo da interpretação do método analítico da hermenêutica. Este estudo é desenvolvido sob as indagações de um contexto histórico e literário.
1. Pré-requisitos para uma boa exegese.
a) Tenha uma vida afinada com o Espírito Santo, pois Ele é o melhor interprete da Bíblia – (Jo 16.13; 14.26; I Cor 2.9 e 10; I Jo 2.20 e 27);
b) Vá você mesmo diretamente ao texto não permitindo que alguém pense por você, evitando assim a dependência de outra pessoa para que você desenvolva ao máximo o seu potencial próprio.
c) Procure o significado de cada palavra dentro do seu contexto. Deve ser tomado conforme o sentido da frase nas Escrituras, porque as palavras variam muito em suas significações.
2. Aplicação da exegese.
A aplicação da exegese é realizada a partir das indagações básicas sobre o contexto e o conteúdo do texto em exame.
a) Texto – O capítulo, parágrafo ou porção bíblica que encerra uma idéia completa, que se pretende estudar. Ex.: Mateus 5.1-12; I Coríntios 11.1-3; João 14,6, etc.
b) Contexto – A parte que antecede o texto e a parte que é precedida pelo texto. Ex.: Texto João 14.6, Contexto Gênesis 1.1 a João 14.5 e João 14.7 a Apocalipse 22.21.
Obs.: As vezes tomando-se o contexto próximo do texto, é o suficiente para uma
Amar a Deus de coração, alma e forças - estudo bíblico
ResponderExcluirJesus disse que o maior mandamento é amar a Deus. Nada é mais importante que isso. Mas como o amor a Deus se expressa? Para explicar como o amor a Deus deve ser, Jesus citou Deuteronômio 6:5:
Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Deuteronômio 6:5
Para amar a Deus de maneira completa, você precisa usar seu coração, sua alma e suas forças.
De todo o seu coração
O coração representa suas emoções e seus desejos. Você deseja a Deus? Você quer estar com ele, desfrutar de sua presença? A ideia de passar tempo com Deus lhe traz alegria?
O amor a Deus não é apenas um pensamento intelectual. Ele envolve seus sentimentos. O amor só é completo quando seu prazer está em Deus.
Quando você ama a Deus de todo o seu coração, você encontra prazer e alegria nas coisas boas que Deus criou. Você se sente motivado a buscar o reino de Deus. E, ao mesmo tempo, você fica com nojo do pecado, querendo se afastar de tudo que é ruim.
De toda a sua alma
Sua alma é sua personalidade, seus pensamentos e seu entendimento. Você procura conhecer mais a Deus? Você usa sua inteligência e suas capacidades para se aproximar mais dele? Sua relação com Deus faz parte de sua identidade?
O amor a Deus também não é apenas emocional. É uma decisão que você toma. Buscar mais de Deus é um ato consciente, que exige disciplina e força de vontade. É também dirigir seus pensamentos para as coisas de Deus.
Veja aqui mais versículos sobre o amor a Deus.
De todas as suas forças
Amar a Deus de todas as suas forças implica usar seu corpo, suas ações e suas palavras. A forma como você age reflete seu amor por Deus? Você honra a Deus com a forma como você usa seu corpo?
Você pode amar a Deus com todas as suas forças de muitas maneiras: pulando ou dançando de alegria em sua presença, falando de Jesus, fazendo o bem, se dedicando ao trabalho de Deus O amor a Deus se revela de maneira poderosa quando entra em ação.
Há pessoas que focam apenas no lado emocional, outras que focam no lado intelectual e ainda outras nas ações. Mas Jesus disse que precisamos amar a Deus de todas essas formas! Somente assim teremos um amor poderoso e inabalável, porque é um amor completo.